A Asics refinou a terceira geração do Superblast na leveza, estabilidade e resposta dinâmica. Com aproximadamente 10 g a menos que o Superblast 2, totalizando 239g, o modelo (R$ 1.699,99) apresenta uma passada mais fluida, reduzindo a sensação de inércia durante a corrida e favorecendo uma transição mais natural entre as fases de apoio e propulsão, especialmente em ritmos moderados e progressivos.
Evolução na entressola: FF LEAP e dupla densidade
A principal evolução está na espuma FF LEAP na camada superior da entressola. Trata-se do composto mais leve e responsivo já desenvolvido pela Asics, com menor densidade e maior capacidade de deformação elástica. Biomecanicamente, isso permite maior armazenamento e devolução de energia durante a fase propulsiva, tornando a impulsão mais evidente sem comprometer o controle da passada.
Na base permanece a FF BLAST PLUS, formando uma entressola de dupla densidade com funções bem definidas. Enquanto a FF LEAP prioriza retorno energético e responsividade, a camada inferior oferece maior suporte durante o contato inicial com o solo, distribuindo melhor as cargas e proporcionando uma plataforma mais estável ao longo do ciclo da marcha.
Desenho da entressola e estabilidade funcional
O desenho da entressola favorece uma progressão contínua do centro de pressão desde o contato inicial até a saída do pé, reduzindo a necessidade de dorsiflexão do tornozelo na fase final do apoio e tornando a transição mais eficiente. Em corridas longas, esse comportamento ajuda a preservar a mecânica da corrida mesmo com o avanço da fadiga muscular.
A base relativamente ampla também exerce papel importante na estabilidade funcional. Apesar do perfil maximalista, o Superblast 3 controla muito bem os deslocamentos laterais da entressola durante o apoio, transmitindo segurança mesmo quando o corredor já apresenta perda de controle neuromuscular típica dos treinos mais longos.
Drop de 8 mm e equilíbrio entre maciez e rigidez
O drop de 8 mm contribui para tornar o modelo bastante democrático. Corredores que aterrissam com o retropé encontram boa dissipação das forças de impacto, enquanto aqueles que utilizam médio pé conseguem explorar com mais facilidade a resposta elástica da espuma durante a transição e a propulsão.
Outro aspecto que chama atenção é o equilíbrio entre maciez e rigidez estrutural. Embora o amortecimento seja abundante, a plataforma não apresenta comportamento excessivamente compressivo, reduzindo perdas de energia durante o contato com o solo e oferecendo uma sensação consistente de estabilidade ao longo da corrida.
Superblast 3 vale R$ 1.699?
Na prática, isso se traduz em um tênis extremamente versátil. O Superblast 3 entrega excelente desempenho em rodagens regenerativas, treinos contínuos, progressivos e longões, além de responder muito bem a ritmos mais elevados. Mesmo com sua construção maximalista, mantém uma estabilidade acima da média da categoria, oferecendo uma corrida segura e previsível para a maioria dos corredores.
Em relação ao Superblast 2, a evolução mais perceptível está na dinâmica da corrida. O novo modelo entrega uma passada mais leve, mais responsiva e energeticamente mais eficiente, principalmente nas mudanças de ritmo. A redução de peso melhora a sensação de agilidade, enquanto a nova configuração da entressola proporciona uma transição mais fluida e uma propulsão mais consistente.
O resultado é um super trainer extremamente refinado sob o ponto de vista biomecânico. Um modelo capaz de atender corredores que procuram um único tênis para diferentes demandas de treinamento, combinando elevado nível de amortecimento, estabilidade funcional, eficiência mecânica e uma resposta energética que permanece consistente desde as rodagens leves até os treinos mais intensos.



