Caso Master: PF mira publicitário Thiago Miranda; ele fecha agência
Caso Master: PF mira publicitário; ele fecha agência

O publicitário Thiago Miranda, alvo da Polícia Federal no âmbito do Caso Master, anunciou nesta segunda-feira (13) o encerramento das atividades da agência de consultoria em comunicação MiThi. Em nota divulgada pelo advogado Rafael Martins, Miranda afirma que 'decidiu colocar um ponto final nesta etapa para viver um novo momento pessoal'. O comunicado não menciona a operação recente da PF nem as suspeitas de ação coordenada nas redes para comprometer a imagem do Banco Central e favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro.

Operação Compliance Zero

Na última semana, Thiago Miranda foi o único alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de coordenar uma ação em redes sociais voltada a comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central. Investigadores apuram a possível atuação de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas. A defesa de Thiago Miranda divulgou uma nota em que nega a prática de 'qualquer ilegalidade' por parte do publicitário.

Quem é Thiago Miranda?

Thiago Miranda é dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Nas redes sociais, o publicitário também se apresenta como fundador e sócio do portal de notícias Léo Dias. Miranda é investigado pela PF por ser suspeito de contratar influencers para defender o Banco Master e atacar, de forma coordenada, o Banco Central durante o processo que culminou na liquidação do Master. Em depoimento à PF em março, Miranda negou que tenha contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos de Estado e afirmou que o trabalho era para a 'reconstrução reputacional da imagem' do dono do Master.

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Influencers contratados para difamar o Banco Central

Em janeiro, o g1 revelou o esquema de contratação de influencers. Um criador de conteúdo digital de São Paulo afirmou, sob condição de anonimato, que recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro. Segundo o influencer, o pagamento foi feito pela empresa de Thiago Miranda. Após essa publicação, ele disse ter recusado uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes. O contrato previa a produção de oito vídeos por mês e, ao fim do período, com desconto de comissão, o influenciador receberia R$ 188 mil.

Na nota de encerramento da agência, Miranda diz que quer 'aproveitar um ano sabático antes de pensar no próximo negócio' e que está 'bem, feliz e profissionalmente realizado'.

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