Dirigentes europeus articulam o Catariano Nasser Al-Khelaifi como um potencial rival do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, nas próximas eleições da entidade máxima do futebol. Al-Khelaifi, que preside o Paris Saint-Germain e a Qatar Sports Investments (QSI), é visto como o nome mais competitivo para enfrentar Infantino, mas nega qualquer ambição pelo cargo.
Contexto da articulação
O movimento surge após Infantino propor a privatização das receitas comerciais da Copa do Mundo, medida que gerou forte oposição da Uefa e de clubes europeus. A proposta, que poderia concentrar ainda mais poder nas mãos da Fifa, foi interpretada como uma ameaça ao modelo atual de distribuição de receitas.
Al-Khelaifi, como presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA), que representa mais de 850 clubes, tem criticado a falta de transparência e diálogo da gestão Infantino. Em declarações recentes, seu representante afirmou que o dirigente "não tem absolutamente nenhuma ambição" de assumir a presidência da Fifa.
Resistência à proposta de Infantino
A proposta de privatização das receitas da Copa do Mundo previa que a Fifa retivesse uma parcela maior dos lucros, reduzindo a fatia destinada às federações continentais e clubes. A Uefa, liderada por Aleksander Ceferin, se opôs frontalmente, assim como as principais ligas europeias.
Al-Khelaifi, que já presidiu o comitê de clubes da Fifa, é visto como um nome de consenso que poderia unificar o futebol europeu contra a atual administração. No entanto, sua recusa pública em concorrer pode indicar que a articulação ainda é incipiente.
Posição de Al-Khelaifi
Em comunicado oficial, a assessoria de Al-Khelaifi reforçou que ele "está totalmente focado em suas funções no PSG e na QSI" e que não há planos de disputar a presidência da Fifa. Apesar disso, o dirigente continua sendo um nome forte nos bastidores, especialmente se a oposição a Infantino crescer.
As eleições para a presidência da Fifa estão previstas para 2023, e Infantino já indicou que buscará um novo mandato. A articulação europeia pode ganhar força se mais federações se unirem à resistência.



