Aos 16 anos, o manauara Aleilson de Oliveira, conhecido nos tatames como "Zangado", esteve na academia Tapajós Fight, em Santarém, no oeste do Pará, a convite do mestre Edmilson Cardoso. O encontro reuniu atletas das categorias infantil e juvenil para uma conversa sobre os desafios da rotina de treinos e o caminho para transformar o jiu-jitsu em uma carreira de alto rendimento.
Dez anos de dedicação diária
Nascido em Manaus (AM), um dos grandes celeiros de campeões da arte suave, Zangado acumula nada menos que 10 anos de prática diária. Apesar da pouca idade, ele já conquistou a faixa-azul, grau máximo permitido pelas federações internacionais para atletas da sua faixa etária. O jovem também integra um dos principais polos de alto rendimento do jiu-jitsu em São Paulo, onde aperfeiçoa o jogo para disputar as competições do circuito mundial.
Durante o bate-papo, Aleilson compartilhou com as crianças e adolescentes de Santarém a importância da disciplina desde os primeiros passos no esporte. Ele destacou que a rotina de um atleta exige organização, constância e foco, valores que vão muito além dos tatames e refletem na vida pessoal e escolar.
Exemplo que motiva a nova geração
Para o mestre Edmilson Cardoso, a passagem do jovem atleta pela academia foi um estímulo extra para os alunos. "Ver um jovem da idade deles que começou bem cedo e hoje já é uma referência nacional motiva demais a garotada da nossa academia. O Aleilson mostrou que, com empenho e dedicação, os sonhos no tatame são possíveis", destacou.
A troca de experiências também serviu como preparação para os próximos compromissos do calendário regional. Os pequenos atletas da Tapajós Fight ganharam um gás extra, reforçando a forte integração do jiu-jitsu na Região Norte e a importância de ídolos acessíveis para manter a base do esporte cada vez mais forte.
Além do aspecto motivacional, o encontro reforçou a importância de criar uma cultura de treino no oeste do Pará. A cada visita de atletas de fora, cresce o repertório técnico dos alunos locais e aumenta a visibilidade da modalidade em Santarém.
O significado da faixa-azul
Na hierarquia do jiu-jitsu, a faixa-azul é a primeira graduação adulta e, aos 16 anos, representa o teto permitido para a idade. No caso de Aleilson, ela é o reflexo de uma caminhada que começou na infância e que exige dedicação total. A patente coloca o jovem em um seleto grupo de atletas da sua geração que já despontam no cenário nacional.
O mestre Edmilson Cardoso reforçou, durante o encontro, a importância de exemplos reais para a base do esporte. Iniciativas como a visita de Zangado ajudam a mostrar que a disciplina e o treino constante podem levar longe, independentemente da cidade de origem. A presença de um atleta em ascensão em uma academia de bairro aproxima o sonho da realidade.
Jiu-jitsu como caminho de superação
Historicamente, a Região Norte tem revelado talentos do jiu-jitsu brasileiro, e Manaus, em particular, é reconhecida por formar campeões que brilham no cenário nacional e internacional. A visita de Zangado a Santarém reafirma esse intercâmbio de conhecimento dentro do próprio país, mostrando que a modalidade vai além das grandes capitais.
Com apenas 16 anos, Aleilson já coleciona experiências que inspiram quem está começando. A mensagem deixada aos santarenos foi clara: com dedicação diária, respeito aos mestres e disciplina nos treinos, é possível alcançar voos altos no jiu-jitsu, independentemente da cidade onde se começa.
Próximos desafios
Enquanto os alunos da Tapajós Fight seguem se preparando para as competições regionais, Zangado mantém o foco nos treinos em São Paulo, de olho nas principais disputas do circuito mundial. A passagem pelo oeste do Pará, ainda que rápida, deixou um impacto duradouro na garotada que sonha em seguir os passos do jovem manauara.
O encontro na academia Tapajós Fight é mais um exemplo de como o jiu-jitsu fortalece laços entre atletas de diferentes regiões, unindo gerações em torno de valores como superação, humildade e perseverança. Para os alunos de Santarém, a visita de Zangado foi uma aula que não se limita ao tatame: foi a prova viva de que o esporte pode mudar trajetórias.



