O Vasco da Gama recusou todas as sondagens recebidas pelo atacante colombiano Marino Hinestroza durante a pausa da Copa do Mundo. As propostas, todas no modelo de empréstimo, foram apresentadas pelo empresário do atleta e envolviam clubes do exterior. A diretoria entende que o jogador precisa de sequência para concluir o processo de adaptação ao futebol brasileiro.
Desempenho abaixo do esperado
Marino Hinestroza ainda não conseguiu repetir o desempenho que teve pelo Atlético Nacional, especialmente no primeiro semestre de 2025. O clube acredita que uma saída por empréstimo, sobretudo para o exterior, não traria vantagem esportiva nem financeira. O diagnóstico interno é de que há um problema de confiança e expectativa do jogador, que se mostra ansioso dentro de campo.
Pessoas do departamento de futebol vascaíno também avaliam que as comissões técnicas de Fernando Diniz e Renato não souberam adaptar bem o atleta. Fora de forma fisicamente, Marino teve dificuldades com as metodologias de treinamento de Diniz no início de 2026. O atleta não tinha condições de jogo logo de cara e foi a campo mais cedo do que o departamento médico considerava ideal. Além disso, declarações públicas de Renato sobre colombianos também não ajudaram no processo.
Números e perspectivas
Anunciado em 27 de janeiro, Marino Hinestroza disputou 18 partidas pelo Vasco e foi titular em cinco delas. Apesar do início abaixo das expectativas, a diretoria considera que o investimento ainda pode dar retorno no segundo semestre. O clube, no entanto, pretende contratar mais um ponta para aumentar a concorrência no setor, que hoje conta com Andrés Gómez, Nuno Moreira, Adson e o próprio colombiano.
Reforços para o segundo semestre
O Vasco sabe que precisa reforçar o elenco para tentar fugir do Z-4 do Brasileirão. Enquanto tenta sacramentar a negociação de Deossa, o clube também busca um zagueiro, um atacante de lado e um centroavante. A prioridade é qualificar o plantel para a sequência da temporada.



