Uefa critica Fifa por plano de criar empresa de R$ 102,6 bi para Copa
Uefa critica Fifa por plano de vender fatia da Copa

A Uefa criticou duramente o plano da Fifa de criar uma empresa avaliada em R$ 102,6 bilhões para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo. Em nota oficial, a entidade europeia afirmou: 'Não pode usar nosso esporte para enriquecer a si própria'. A proposta prevê a venda de uma fatia do torneio para investidores, gerando receitas para a Fifa.

Detalhes do plano da Fifa

A Fifa estuda a criação de uma nova empresa que ficaria responsável pela gestão de todos os direitos comerciais da Copa do Mundo, incluindo transmissão, patrocínio e licenciamento. O valor estimado de R$ 102,6 bilhões (cerca de US$ 20 bilhões) reflete o potencial de mercado do torneio, considerado o maior evento esportivo do planeta. A proposta, ainda em fase inicial, busca atrair investidores externos para injetar capital na entidade, que enfrenta pressões financeiras devido a custos crescentes com premiações e infraestrutura.

A reação da Uefa

A Uefa, maior confederação continental do futebol, manifestou forte oposição ao plano. 'A Fifa não pode usar o futebol como instrumento para enriquecimento próprio', declarou a entidade em comunicado. A crítica ocorre em meio a tensões históricas entre as duas organizações, especialmente sobre a distribuição de receitas e o controle do calendário internacional. A Uefa teme que a venda de uma fatia da Copa do Mundo possa comprometer a integridade esportiva e desviar recursos que deveriam ser investidos no desenvolvimento do futebol mundial.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto e próximos passos

O plano, se concretizado, pode transformar a governança do futebol internacional. A Fifa busca diversificar suas fontes de receita diante de despesas crescentes com eventos como a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. A Uefa, por sua vez, já sinalizou que pressionará outras confederações e clubes a se oporem à proposta. A decisão final caberá ao Congresso da Fifa, reunido em 2025, onde os votos das federações nacionais serão cruciais para aprovar ou rejeitar a criação da empresa.

Especialistas apontam que a iniciativa pode gerar conflitos de interesse, já que a Fifa seria ao mesmo tempo proprietária e reguladora do torneio. 'A separação entre a gestão comercial e a governança esportiva é essencial para evitar abusos', afirmou um analista ouvido pela imprensa. A Uefa, que representa 55 federações europeias, deve liderar a oposição, mas enfrenta resistência de países que dependem financeiramente da Fifa. O desfecho do caso deve ser acompanhado de perto por todo o mundo do futebol, pois pode redefinir o equilíbrio de poder no esporte.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar