O Sport empatou por 2 a 2 com o Operário na Ilha do Retiro e chegou ao sétimo jogo sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado ampliou a crise no clube e aumentou a pressão sobre o técnico Gilmar Dal Pozzo, que foi vaiado e chamado de "burro" pela torcida.
Desempenho ruim e falta de identidade
O time não apresentou melhora significativa desde a chegada de Dal Pozzo. A equipe não é criativa no ataque nem sólida na defesa, e parece perdida na competição, sem identidade tática. O clube acumula erros dentro e fora de campo, reflexo de decisões da diretoria.
O "efeito imediato" esperado com a troca de comando não aconteceu. Dal Pozzo já convive com o fantasma de repetir o destino de antecessores como Guto Ferreira (2024) e António Oliveira (2023), que duraram apenas cinco e quatro jogos, respectivamente.
Gestão questionada
A diretoria, que contratou Dal Pozzo mesmo sabendo da rejeição da torcida desde 2022, agora precisa lidar com o cenário. O clube demorou a reagir quando teve janelas de transferências e fechou os olhos para o desempenho do técnico anterior, Márcio Goiano.
O Sport contratou quatro jogadores na janela de julho, mas ainda carece de peças para titularidade e banco. O próprio Dal Pozzo admitiu que o clube não tinha um meia de origem até a segunda quinzena de julho.
Campanha em queda livre
O time liderou a Série B em maio, mas agora é nono colocado, com apenas três vitórias em nove jogos em casa. A Ilha do Retiro, antes um ponto forte, tornou-se um problema.
"São muitos erros somados que refletem esta campanha ruim do Sport", afirmou fonte do clube. O presidente Matheus Souto Maior, o vice Kadico Pereira e o diretor de futebol Lucas Ventura são os principais alvos das críticas.
Ainda há tempo?
Restam 20 rodadas para o fim da Série B. O Sport ainda pode buscar o acesso à Série A, mas precisará mudar de postura e corrigir os erros. "Os sinais estão sendo claros há muito tempo", concluiu a fonte.



