O calendário do Sampaio Corrêa em 2026 parou no dia 27 de junho. Foi nessa data que a Bolívia Querida venceu o Trem-AP por 2 a 1, em partida válida pela volta da primeira fase do mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro, mas acabou eliminada por causa do revés por 2 a 0 sofrido no jogo de ida, em São Luís. Desde então, o clube maranhense não disputa mais nenhuma partida oficial e vive um período de férias forçadas que se estende por mais de cinco meses.
O encerramento precoce da temporada chamou atenção pela quantidade reduzida de jogos. Ao todo, o Sampaio Corrêa disputou apenas 21 partidas oficiais em 2026, um número considerado baixo para um clube com a tradição e a torcida que o Tricolor possui. Foram nove jogos pelo Campeonato Maranhense e 12 pela Série D, uma carga que contrasta fortemente com as temporadas de glória, quando só na Série B do Brasileiro o clube chegava a fazer 38 partidas.
Desempenho geral abaixo da expectativa
Além do calendário enxuto, os números dentro de campo também ficaram aquém do desejado pela diretoria e pela torcida. O Sampaio venceu apenas sete dos 21 compromissos, o que representa aproximadamente um terço de aproveitamento. Foram nove empates e cinco derrotas ao longo da temporada, com um ataque que marcou 29 gols (15 no estadual e 14 na Série D) e uma defesa que sofreu 17 gols (oito no Maranhense e nove na competição nacional).
Esse desempenho irregular refletiu na campanha do Campeonato Maranhense, onde o Tricolor terminou na terceira colocação, garantindo vaga na Copa do Brasil de 2027, mas não sem sustos. A classificação para as semifinais veio apenas na última rodada da fase classificatória, após uma goleada sobre o ITZ e uma combinação de resultados que favoreceu o clube. Na sequência, o Sampaio foi eliminado pelo MAC, encerrando sua participação no estadual de forma amarga.
Queda precoce na Série D
Na Série D do Campeonato Brasileiro, o roteiro também não foi animador. O Sampaio Corrêa avançou ao mata-mata após 12 jogos na primeira fase, mas caiu logo na primeira etapa eliminatória diante do Trem-AP. O time amapaense venceu a partida de ida por 2 a 0 no Maranhão, e mesmo com a vitória por 2 a 1 na volta, no dia 27 de junho, o Tricolor não conseguiu reverter a desvantagem e deu adeus à competição. Esse resultado marcou o fim precoce do ano e escancarou a fragilidade do planejamento.
Contraste com temporadas de glória
O curto calendário de 2026 destoa do passado vitorioso do clube, que já viveu temporadas de glória com 38 partidas somente na Série B do Campeonato Brasileiro. A diferença na carga de jogos evidencia o momento delicado vivido pelo Sampaio, que teve de se contentar com uma agenda mínima imposta pela Série D e pelo estadual. Para um clube com a história da Bolívia Querida, encerrar o ano com apenas 21 jogos é algo que acende um alerta sobre a necessidade de reconstrução e de um planejamento mais ambicioso.
O impacto das férias forçadas
Com mais de cinco meses sem competições oficiais, o Sampaio Corrêa enfrenta o desafio de manter o elenco motivado e em forma durante um longo período de inatividade. A comissão técnica e a diretoria precisam lidar com a falta de ritmo de jogo e com a dificuldade de avaliar o grupo em situações reais de competição. Esse cenário costuma ser prejudicial para a equipe, especialmente para a próxima temporada, quando o time precisará readquirir rapidamente o entrosamento e a competitividade.
Perspectivas para 2027
O cenário, contudo, será diferente em 2027. O Sampaio Corrêa já tem presença garantida no Campeonato Maranhense, na Copa do Brasil e na Série D do Campeonato Brasileiro, o que assegura um calendário mais completo e com mais partidas do que as 21 disputadas em 2026. A diretoria, ciente dos desafios, mantém o foco na montagem do elenco e no planejamento para tentar transformar um ano de poucos jogos em uma temporada mais competitiva. O objetivo é claro: voltar a protagonizar campanhas sólidas e reconstruir a imagem de um clube que já foi uma das forças do futebol nordestino.
Com a pausa prolongada, o Sampaio terá tempo para se preparar fisicamente e tecnicamente, além de ajustar o grupo para as disputas do próximo ano. A torcida, que sempre apoiou a Bolívia Querida, espera que 2027 marque o início de uma nova era, com mais jogos, mais vitórias e, principalmente, mais motivos para celebrar. O clube, por sua vez, trabalha nos bastidores para que o planejamento não se perca e para que a equipe chegue competitiva às três competições que disputará.



