A Espanha enfrenta a Argentina na final da Copa do Mundo neste domingo, às 16h (de Brasília), em Nova Jersey. Enquanto a Argentina conta com Lionel Messi, a Espanha tem seu próprio astro: Rodri, o único outro jogador em campo com uma Bola de Ouro no currículo.
A profecia de Guardiola
Pep Guardiola, técnico de Rodri no Manchester City, profetizou que o melhor do meio-campista seria visto na Copa do Mundo. “Rodri é um jogador impressionante, mas não se trata de jogar depois de seis, sete, oito meses e já voltar a ser o jogador que era antes. Não. Sabe quando ele será? Na Copa do Mundo com a Espanha. No Mundial, veremos o melhor Rodrigo”, disse Guardiola.
Rodri controlou sua carga de jogos, tirando um período de descanso preventivo entre novembro e dezembro de 2025, uma espécie de pré-temporada. Foram dez jogos de “descanso” para chegar pronto ao Mundial.
Lesões e superação
Desde que venceu a Bola de Ouro, Rodri sofreu três lesões: uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito em 2024, um problema no joelho direito em junho de 2025 e uma lesão na coxa em outubro de 2025. Na temporada 2024/25, jogou apenas oito partidas. Na temporada passada, foram 33 jogos, bem menos que os 56 de 2022/23.
Recordes na Copa
Rodri lidera a Copa do Mundo em quilometragem percorrida: 71,1 km, o equivalente a uma maratona e meia. Ele só foi substituído uma vez, contra Cabo Verde na estreia. Além disso, é o recordista de passes em uma mesma edição, com 665 passes e 93% de acerto, superando o recorde de 1966. Para comparação, Sergio Busquets, campeão em 2010, somou 530 passes.
O motor do tiki-taka 2.0
O técnico Luis De La Fuente elogiou Rodri: “Rodri interpreta o jogo ofensivo de maneira fantástica: joga com poucos toques e supera linhas com uma facilidade assombrosa. Depois, no aspecto posicional, dá equilíbrio e recupera uma enorme quantidade de bolas. Defensivamente, é uma figura importante para nosso esquema. É uma boa história para contar com um futebolista assim.”
Rodri, primeiro espanhol a vencer uma Bola de Ouro desde Luis Suárez em 1960, pode calar os críticos ao liderar a Espanha ao bicampeonato mundial.



