O atacante Paulinho, do Palmeiras, afirmou que estará pronto para atuar por mais de 45 minutos após a pausa da Copa do Mundo. Em entrevista à TV Palmeiras, o jogador compartilhou detalhes de sua recuperação da segunda cirurgia na perna direita, realizada em meados do ano passado, e revelou que sofreu uma refratura no local antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025.
Refratura antes do Mundial e decisão de jogar
Paulinho contou que já sabia da fratura antes do torneio, mas pediu para jogar. “Em 2025 eu tive uma refratura. Ela aconteceu antes de eu ir para o Mundial. A gente sabia que eu estava com a fratura, só que falei que queria jogar o Mundial. Se fosse para jogar 10, 15 minutos eu queria ir. Uma competição única e que só vai ter daqui a quatro anos de novo. Não vou perder essa oportunidade”, disse.
O atacante ressaltou o apoio do técnico Abel Ferreira: “Abel conseguiu ver em mim confiança para poder me utilizar nem que fosse 20, 30 minutos, e foi importante para mim. Joguei leve também, sabia que ia operar depois da competição, que passaria por um processo difícil, então procurei jogar o mais leve possível para poder desfrutar do jogo, do ambiente que a torcida do Palmeiras proporcionou.”
Gol decisivo e nova cirurgia
Paulinho foi decisivo na Copa do Mundo de Clubes ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, classificando o Palmeiras às quartas de final. Dois dias depois, o clube anunciou, por meio do chefe do departamento médico Pedro Pontin, que Paulinho passaria por nova cirurgia. Na ocasião, foi explicado que a cicatrização ocorreu dentro do esperado (três a quatro meses), mas que com o avanço da carga nos treinos, ainda que controlada, o atleta apresentou dor.
O tratamento consistiu em uma fixação do osso com um implante “resistente o suficiente para aguentar a carga”, além de um enxerto ósseo para dar mais estabilidade. Não havia prazo de retorno naquele momento, mas em 5 de julho Paulinho afirmou que ficaria fora pelo resto da temporada.
Processo de recuperação e apoio psicológico
Paulinho descreveu o período difícil: “De julho a janeiro fiquei sem fazer nada e a cabeça pira. Tive que procurar ajuda psicológica, faço terapia há mais de um ano e foram as coisas que me seguraram, a família, os hobbies que gosto, a terapia.”
“Quando virou o ano, começou mais um novo processo, de voltar às atividades, que é bem doloroso. Para a perna e para a mente, porque você tenta ficar buscando o seu normal. É uma luta diária. Ainda estou passando por ela, hoje me sinto muito melhor, estou com o osso praticamente curado, mas ainda passo por um protocolo, por um controle de carga, que já está evoluindo. A gente trabalhou bem até a Copa do Mundo, para pós-Copa começar a evoluir mais, para jogar mais de 45 minutos.”
Retorno aos gramados e evolução gradual
Após quase um ano, em 2 de maio deste ano, Paulinho voltou a jogar. Foram 16 minutos no empate por 1 a 1 com o Santos, pelo Brasileiro, e desde então vinha atuando por no máximo 20 minutos. Aumentou o tempo para 33 minutos na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, na qual marcou gol, e trabalhou durante a pausa da Copa para evoluir o controle de carga.
“A gente trabalhou esse período para isso, aumentar a carga. Não vai ser na loucura de: poder jogar agora todo jogo. Não é assim. A gente vai sempre ter os momentos para escolher os melhores jogos para eu jogar como titular, jogar 60, 70 minutos. É o treinador que vai ver onde vou encaixar, onde ele vai ver que eu tenha que jogar. Mas sim, agora na volta vou estar apto para jogar mais de 45 minutos”, concluiu.
O Palmeiras volta a campo na quarta-feira, quando visita o Coritiba pela 19ª rodada do Brasileirão, campeonato em que é líder com 41 pontos.



