O Corinthians saiu derrotado pelo Internacional no Beira-Rio, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, e a avaliação individual dos jogadores escancarou o baixo nível de produção da equipe. No ranking de atuação publicado pelo ge, nenhum atleta alvinegro alcançou sequer nota 6,5. O melhor avaliado foi Breno Bidon, com 6.0, enquanto o técnico Fernando Diniz recebeu a pior nota, apenas 3.5, reflexo direto das alterações malfeitas no segundo tempo e da escalação inicial que não incomodou a defesa gaúcha.
Defesa falha e entrega o jogo
O goleiro Hugo Souza, nota 4.5, até fez uma grande defesa em finalização de Carbonero, mas aos dez minutos do segundo tempo entregou a bola nos pés de Alan Patrick e quase comprometeu. Ele não conseguiu evitar o gol de Matheus Bahia e tampouco saiu na foto no pênalti convertido por Alan Patrick. A falha no sair de bola foi o retrato de uma noite em que o sistema defensivo funcionou mal como um todo.
Matheuzinho, também com 4.5, teve dificuldades para conter as investidas do Inter pelo lado direito e pouco ajudou no ataque. Gabriel Paulista recebeu 5.0, mas falhou ao tentar um passe no campo de defesa que entregou a bola para Carbonero, que quase abriu o placar no fim do primeiro tempo. Apesar do erro, o zagueiro foi importante no jogo aéreo e cortou diversas jogadas adversárias dentro da área. Já Gustavo Henrique, com 4.5, fazia uma partida razoável até metade do segundo tempo, quando chegou atrasado e derrubou Bruno Gomes dentro da área, gerando o pênalti que ampliou a vantagem do Inter.
Meio-campo sem criação e com pouca intensidade
O setor de meio-campo corintiano alternou-se entre a falta de marcação e a ausência de criatividade. Allan, nota 5.0, entrou na reta final e conseguiu contribuir com passes no campo de ataque, mas só quando a equipe já estava defensivamente perdida. Raniele, com 5.0, apareceu como elemento surpresa dentro da área em uma das poucas chances claras do time, porém o cartão amarelo recebido ainda na etapa inicial o deixou mais cauteloso e reduziu sua intensidade na proteção à defesa.
André, também 5.0, competiu e ajudou a manter o equilíbrio no meio por algum tempo, mas não evitou que o Inter dominasse as ações. Lingard, que entrou aos 11 minutos do segundo tempo na vaga de André, recebeu nota 4.5 e pouco participou, não conseguindo dar dinâmica ao ataque. Matheus Pereira ficou pouco tempo em campo e também não mudou o cenário, sendo avaliado com 4.5.
Breno Bidon foi a exceção positiva. Participativo pelos dois lados do campo, ele levou perigo logo no primeiro minuto de jogo com uma finalização de fora da área que o goleiro Matheus Cunha espalmou para escanteio. Com nota 6.0, foi quem mais tentou criar algo no meio de campo alvinegro. Em contrapartida, o capitão Garro teve uma noite para esquecer: nota 4.0, pouco participou e foi anulado pela defesa adversária. Carrillo, assim como Pedro Raul, ficou poucos minutos em campo e não recebeu nota.
Ataque apagado e substituições questionáveis
O ataque corintiano pouco assustou o goleiro Matheus Cunha. Kaio César, nota 5.0, teve atuação discreta, mas ainda assim deu um bom cruzamento para Raniele cabecear por cima do gol no primeiro tempo e, na etapa final, finalizou com perigo para fora. Gui Negão, substituto de Yuri Alberto, recebeu nota 4.0. Não faltou vontade, mas ele desperdiçou uma grande oportunidade de cabeça após cruzamento na medida de Matheus Bidu, que entrou bem na jogada. Pedro Raul, que entrou no fim, mal tocou na bola e não conseguiu finalizar.
Matheus Bidu, lateral-esquerdo, foi um dos menos acionados no ataque, já que o Corinthians concentrou suas jogadas pela direita. Ainda assim, teve nota 5.5, a segunda maior do time, e foi importante para anular as descidas do Inter pela esquerda. Baldassari, que não entrou, não foi avaliado.
Diniz é o principal alvo das críticas
Fernando Diniz recebeu nota 3.5, a mais baixa da equipe. O treinador foi mal nas alterações feitas no segundo tempo. A opção de colocar Lingard na vaga de André deixou o time exposto, sem proteção à defesa, e abriu espaço para o Inter crescer. Na escalação inicial, a escolha de Gui Negão para substituir Yuri Alberto não funcionou, e o Corinthians pouco incomodou o ataque adversário. As mudanças tardias e desconexas evidenciaram um planejamento frágil para um clássico de tamanha importância.
Impacto e números da avaliação
Dos 16 jogadores avaliados, apenas um conseguiu nota igual ou acima de 6.0. Quatro atletas receberam nota 4.0 ou menos: Garro, Gui Negão, além do técnico. A média geral do time ficou em torno de 4.8, um sinal claro do desempenho abaixo da crítica. O resultado mantém o Corinthians em situação delicada no Brasileirão e aumenta a pressão sobre o trabalho de Fernando Diniz. A delegação corintiana deixa Porto Alegre com mais perguntas do que respostas, e o próximo compromisso já ganha contornos decisivos para a permanência do treinador.



