O México venceu a África do Sul por 2 a 0 na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México. O estádio faz história ao se tornar o primeiro a receber a abertura de três edições diferentes do Mundial.
Um torneio de contrastes
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, descreveu o evento como "o maior que a humanidade já viu". Esta é a primeira Copa disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, com 48 seleções e 104 partidas. No entanto, a edição também é marcada por controvérsias: é a mais politizada, cara e possivelmente a mais poluente da história.
Polêmicas políticas e migratórias
A presença do Irã na competição gera tensões devido ao conflito com os Estados Unidos. O governo Trump impôs restrições de entrada para torcedores de países como Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim. Jornalistas e árbitros também enfrentaram dificuldades com vistos, como o somali Omar Artan, excluído da lista de árbitros.
Preços exorbitantes
Os ingressos para a final chegaram a custar US$ 8.680 (cerca de R$ 45 mil), muito acima dos US$ 1.550 prometidos inicialmente. A Fifa adotou tarifas dinâmicas, gerando críticas de torcedores. Autoridades de Nova York e Nova Jersey investigam suposta manipulação de preços.
Impacto ambiental e calor extremo
O torneio deve gerar mais de 9 milhões de toneladas de CO₂, quase o dobro da média das quatro edições anteriores. Cientistas alertam para riscos à saúde dos jogadores devido ao calor, e a proibição de garrafas de água reutilizáveis nos estádios gerou polêmica, sendo revertida parcialmente.
Expectativas e desafios
Apesar das controvérsias, a Copa representa uma oportunidade de crescimento para o futebol nos Estados Unidos. No entanto, pesquisas indicam que muitos americanos consideram os preços proibitivos. As próximas semanas mostrarão se o torneio conseguirá superar as críticas e celebrar o esporte.



