Lionel Messi tem 21 gols marcados em seis edições de Copa do Mundo, um a menos que o francês Kylian Mbappé, e está entre os maiores artilheiros da história do torneio. Já é o líder em passes para gol (12), ultrapassando Pelé (10), e tem o maior número de participações diretas (33) — soma de gols e assistências. Mas não é só isso: o craque argentino também é o jogador com mais vitórias (22) e o mais velho a marcar três gols em uma partida do torneio.
Final e possíveis recordes
Aos 39 anos, Messi faz neste domingo (19) a sua terceira final de Copa do Mundo e, muito provavelmente, será eleito o melhor do torneio pela terceira vez — o primeiro a receber a Bola de Ouro da Fifa por duas edições consecutivas e o único a ganhar o prêmio em três ocasiões. Ele foi eleito também em 2014 e 2022. Essas honrarias independem do resultado da final com a Espanha, em Nova Iorque. O que ainda está em jogo, além do título e da disputa pela artilharia, é a pompa de poder ser coroado nesta decisão o mais velho dos jogadores de linha (o segundo no geral) a conquistar uma Copa do Mundo.
Como aniversariou no dia 24 de junho, Messi chega com 39 anos e 25 dias, superando Nilton Santos, lendário lateral brasileiro, bicampeão mundial em 1958 e 1962, com 37 anos e 32 dias. O zagueiro Otamendi, com 38 anos e 157 dias, será o segundo jogador de linha. O líder deste ranking da Fifa seguirá sendo o goleiro italiano Dino Zoff, campeão em 1982, com 40 anos e 133 dias. Messi, se conquistar o título, saltará da sétima para a segunda posição e Otamendi da décima para a terceira no ranking geral.
Possibilidade de continuidade
O mais curioso é que, ao contrário do que ocorrera na edição do Catar, em 2018, quando dávamos como encerrada a história do craque em Copas do Mundo, hoje é impossível garantir que esta terá sido a última participação dele. É pouquíssimo provável vê-lo em ação daqui a quatro anos, com 43 anos, mas, em se tratando de Messi e do avanço da ciência do esporte, não é impossível. Esta foi a idade do mais velho a jogar o torneio este ano — o escocês Craig Gordon, de 43 anos e 162 dias. Mas se trata de um goleiro. Na linha, o mais velho foi Cristiano Ronaldo, que enfrentou a Espanha com 41 anos, 4 meses e 6 dias. Depois, Luka Modrić, com 40 anos e 275 dias.
Messi será ainda por muito tempo o maior do seu século, patamar que Maradona não conseguiu. E faz um bem danado ao futebol perceber que os argentinos foram capazes de achar uma geração de ótimos jogadores dispostos a ajudar que ele conseguisse o reconhecimento dos céticos nos acréscimos da vitoriosa carreira. Os espanhóis não têm nada com isso, eu sei. E farão de tudo para mudar o final dessa história. Vejamos!
Ranking dos campeões mais velhos da Fifa
- 1º) Dino Zoff (Goleiro, Itália) — 40 anos e 133 dias
- 2º) Nilton Santos (Lateral, Brasil) — 37 anos e 32 dias
- 3º) Angelo Peruzzi (Goleiro, Itália) — 36 anos e 143 dias
- 4º) Franco Armani (Goleiro, Argentina) — 36 anos e 63 dias
- 5º) Miroslav Klose (Atacante, Alemanha) — 36 anos e 34 dias
- 6º) Gilmar Rinaldi (Goleiro, Brasil) — 35 anos e 185 dias
- 7º) Lionel Messi (Atacante, Argentina) — 35 anos e 177 dias
- 8º) Toni Turek (Goleiro, Alemanha) — 35 anos e 167 dias
- 9º) Bernard Lama (Goleiro, França) — 35 anos e 96 dias
- 10º) Nicolas Otamendi (Zagueiro, Argentina) — 34 anos e 309 dias



