A startup brasileira Safe Money apresentou uma nova tecnologia de pagamentos que elimina a necessidade de cartões, celulares ou senhas. O sistema, baseado em biometria comportamental e criptografia quântica, promete revolucionar a segurança das transações financeiras.
Como funciona o novo sistema de pagamentos
De acordo com a empresa, a tecnologia utiliza padrões únicos de comportamento do usuário, como a forma de digitar, o ritmo dos movimentos e até a pressão exercida ao tocar em uma tela, para autenticar a identidade. Esses dados são combinados com criptografia quântica, que oferece proteção contra ataques de computadores quânticos.
O CEO da Safe Money, Carlos Eduardo Silva, afirmou: “Queremos eliminar completamente a dependência de dispositivos físicos e senhas, que são vulneráveis a roubo e clonagem. Nossa solução torna o próprio corpo do usuário a chave para o pagamento.”
Segurança e privacidade como prioridades
A Safe Money destaca que a biometria comportamental é extremamente difícil de ser replicada, pois depende de características dinâmicas e em constante mudança. Além disso, a criptografia quântica garante que os dados transmitidos não possam ser interceptados ou decifrados por terceiros.
Segundo a empresa, testes iniciais mostraram uma taxa de acerto de 99,97% na autenticação, com menos de 0,01% de falsos positivos. A tecnologia já está em fase de integração com instituições financeiras e espera-se que esteja disponível para o público em até 18 meses.
Impacto no mercado financeiro
A proposta da Safe Money chega em um momento em que o setor de pagamentos busca alternativas mais seguras diante do aumento de fraudes digitais. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que as tentativas de golpes financeiros cresceram 35% em 2025.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, se a tecnologia se provar eficaz em larga escala, poderá reduzir significativamente os custos com segurança para bancos e varejistas, além de oferecer maior comodidade aos consumidores.
Próximos passos
A Safe Money planeja iniciar um piloto com 10 mil usuários no segundo semestre de 2026, em parceria com uma rede de supermercados e um banco digital. A expectativa é que a solução seja expandida para outros setores, como transporte e saúde, nos próximos anos.



