Gabriel Martinelli, atacante da seleção brasileira, viveu uma noite de consagração no jogo contra o Japão, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Escalado em uma posição mais recuada e centralizada, o jogador do Arsenal marcou o gol decisivo que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final. A atuação chamou a atenção do técnico Carlo Ancelotti, que vem testando o atleta em novas funções para aproveitar sua versatilidade.
Mudança de posição agrada Ancelotti
Nos últimos treinos e na partida contra o Japão, Martinelli foi deslocado do lado esquerdo do ataque para uma função mais central, atuando como uma espécie de meia-atacante ou segundo atacante. A mudança permitiu que ele participasse mais da construção das jogadas e aparecesse em zonas de finalização com maior frequência. Segundo fontes da comissão técnica, Ancelotti ficou impressionado com a capacidade de adaptação do jogador e sua inteligência tática para ocupar espaços no meio-campo adversário.
Sombra de Vini Jr fica para trás
Com a consolidação de Vinícius Junior como titular absoluto pela ponta esquerda, Martinelli havia se tornado uma opção de banco, na sombra do companheiro de Real Madrid. No entanto, a nova função o coloca em rota direta de concorrência com Lucas Paquetá, que ainda se recupera de um desconforto muscular. Caso Paquetá não tenha condições de jogo para as oitavas, Martinelli surge como o principal candidato a herdar a vaga no meio-campo ofensivo.
Gol decisivo e números
O gol marcado por Martinelli contra o Japão foi o segundo do Brasil na partida, selando a vitória por 2 a 0. O atacante finalizou três vezes, acertou o alvo em duas ocasiões e deu 92% de passes certos, números que refletem sua eficiência na nova posição. Aos 24 anos, Martinelli vive seu melhor momento na seleção e pode se firmar como peça-chave no esquema de Ancelotti para o decorrer do Mundial.
Impacto na seleção brasileira
A versatilidade de Martinelli dá ao técnico italiano mais opções táticas. Enquanto Vini Jr é a referência pelos lados, Martinelli pode atuar por dentro, aproximando-se de Richarlison ou de quem estiver como centroavante. Contra o Japão, a dupla funcionou bem, e a tendência é que Ancelotti mantenha a formação nas próximas partidas. A seleção brasileira agora aguarda o adversário das oitavas, que será definido após a conclusão da fase de grupos.



