Luis de la Fuente, técnico de 65 anos da seleção espanhola, construiu uma relação que vai além do futebol. Ele trata os jogadores como filhos e é tratado como pai por eles. A base dessa relação vem de dez anos de trabalho com a maioria dos atletas nas categorias de base da Espanha.
Relação familiar com os jogadores
De la Fuente comandou quatro seleções de base antes de assumir a principal. Ele acompanhou o desenvolvimento esportivo e pessoal dos atletas. Sobre o goleiro Unai Simón, que sofreu apenas um gol em seis jogos da Copa, disse: "Temos mais uma relação familiar que de treinador e atleta".
Oito jogadores do elenco atual estavam na medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, incluindo Pedri, Rodri, Fabián Ruiz, Oyarzábal e Merino. Essa base foi reforçada com outros atletas que trabalharam com De la Fuente e fizeram parte dos títulos da Liga das Nações de 2023 e da Eurocopa de 2024.
Jogadores exaltam o técnico
Após a vitória sobre a Bélgica na sexta-feira (10), o atacante Nico Williams destacou: "O treinador é o primeiro a nos lembrar de quão importante cada jogador é, do primeiro ao último". O lateral Cucurella prometeu fazer uma tatuagem com o rosto do treinador caso conquiste a Copa: "Seria uma boa recordação".
De la Fuente valoriza o perfil humano dos atletas: "Parece que virou algo extraordinário encontrar pessoas normais, que entendem seu papel. Nós convocamos os melhores jogadores, mas também convocamos grandes pessoas, gente que facilita a convivência".
Desafio na semifinal
A Espanha enfrentará a França na semifinal, considerado o maior desafio do futebol atual. O retrospecto é favorável: a Espanha está invicta há 36 jogos e venceu a França nos dois últimos confrontos. O time combina talento e união, formando a "família do Papai Luis".



