Inter usa áudio falso do VAR na defesa de Victor Gabriel e admite erro
Inter admite erro ao usar áudio falso do VAR

O Internacional utilizou um áudio falso do VAR durante o julgamento do zagueiro Victor Gabriel no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira. O clube gaúcho e o escritório de defesa reconheceram o equívoco e pediram a retirada do material dos autos.

Defesa apresentou paródia como prova

Durante a sustentação oral, o advogado Rogério Pastl, representante do Inter, exibiu um áudio que supostamente reproduzia a comunicação entre a cabine do VAR e o árbitro da partida. No entanto, o conteúdo era, na verdade, uma paródia criada e publicada por uma página de redes sociais. O vídeo original circulava no Instagram simulando uma conversa no VAR sobre o lance que resultou na expulsão de Victor Gabriel.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que nem o Internacional nem o Cruzeiro solicitaram os áudios oficiais do VAR da partida, o que reforça a origem duvidosa do material apresentado.

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Nota oficial reconhece falha

O escritório Cravo, Pastl e Balbuena Advogados Associados, junto com o Sport Club Internacional, emitiu uma nota pública esclarecendo o ocorrido. Segundo o texto: "O escritório acabou se utilizando, na busca da defesa do atleta, de um áudio que circulava nas redes sociais. Tanto o escritório quanto o Inter ressaltam que jamais tiveram a intenção de praticar qualquer ato motivado por má-fé no âmbito do processo em questão. Houve, sim, uma falha reconhecida na captação e utilização do conteúdo apresentado na defesa do jogador, imediatamente assumida mediante pedido expresso de retirada do áudio dos autos."

A nota ainda destaca o compromisso com a ética e a transparência: "O Sport Club Internacional e o escritório Cravo, Pastl e Balbuena reafirmam seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às instituições que regem o futebol brasileiro."

Julgação de Victor Gabriel

Victor Gabriel foi julgado pelo STJD por conta de uma expulsão em partida do Campeonato Brasileiro. O zagueiro acabou suspenso pelo tempo de recuperação do atleta lesionado, conforme noticiado pelo ge. A defesa, ao tentar reverter a punição, acabou cometendo o erro de utilizar o áudio falsificado.

O caso gerou repercussão no meio esportivo e jurídico, com questionamentos sobre a verificação de provas em processos disciplinares. Especialistas apontam que a utilização de material não oficial pode comprometer a credibilidade da defesa.

Próximos passos

Com a retirada do áudio dos autos, o julgamento prossegue com as demais provas apresentadas. O Inter e o escritório afirmaram que vão aprimorar os métodos de verificação para evitar novos episódios. A CBF, por sua vez, reforçou que os áudios oficiais do VAR só são disponibilizados mediante solicitação formal dos clubes envolvidos.

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