Uma mulher de 28 anos fingiu ter sido assaltada para se apossar de R$ 8 mil que pertenciam ao pai, em Crateús, no interior do Ceará. A farsa foi descoberta pela Polícia Militar após divergências no relato da suspeita, que não conseguiu sustentar a versão do roubo ocorrido nesta segunda-feira (27).
O suposto crime
Segundo a ocorrência atendida no Centro da cidade, a mulher afirmou ter sido vítima de um assalto logo após sacar o dinheiro em uma agência bancária. Ela declarou que passava pela rua Dr. Júlio Lima quando um homem a abordou, ordenou que não olhasse para trás e anunciou o roubo, levando os R$ 8 mil e fugindo em seguida. A PM iniciou diligências para localizar o suspeito, mas rapidamente identificou inconsistências.
Inconsistências apontadas pela polícia
A Polícia Militar listou quatro pontos que contradiziam o depoimento da mulher: ela não soube indicar precisamente o local do assalto; imagens de câmeras de segurança da região não mostravam a dinâmica descrita; nas gravações, apenas a mulher aparecia caminhando normalmente; e o banco informou que a modalidade de saque citada por ela não era compatível com os terminais de autoatendimento. Segundo a PM, "o relato não correspondia aos elementos encontrados pela equipe policial".
Desfecho na delegacia
A ocorrência foi apresentada na delegacia de Polícia Civil de Crateús, onde o pai da mulher compareceu e afirmou ser o legítimo dono do dinheiro. Apesar do ocorrido, ele optou por não formalizar denúncia contra a filha. Mesmo assim, a Polícia Civil registrou um Boletim de Ocorrência para documentar o caso. A suspeita foi liberada após prestar esclarecimentos. O valor de R$ 8 mil não foi recuperado, segundo informações policiais.
Contexto e repercussão
O caso, ocorrido em uma cidade do sertão cearense, chama a atenção pela tentativa de enganar as autoridades. A Polícia Militar reforça a importância da checagem de versões e do uso de recursos como câmeras de segurança e informações bancárias para evitar falsas comunicações de crime. Até o momento, não há informações sobre eventual representação criminal futura por parte do pai ou do Ministério Público.



