A Inglaterra, berço do futebol, amarga um jejum de 60 anos sem conquistar a Copa do Mundo. A última vez que os ingleses levantaram a taça foi em 1966, quando sediaram o torneio. Desde então, a seleção não chegou sequer a uma final. Agora, às vésperas de uma semifinal contra a Argentina, a torcida inglesa está esperançosa de que essa seca pode chegar ao fim.
Torcida confiante apesar do longo período sem títulos
Nas ruas de Atlanta, onde a seleção se prepara para o confronto, os ingleses demonstram tranquilidade e otimismo. Um torcedor explicou que a confiança vem do alto nível do elenco: “Nós podemos vencer hoje qualquer um. Temos uma grande chance agora”. Para muitos, o que importa é o passado recente: a Inglaterra foi finalista das duas últimas Eurocopas e, nas Copas, vem de uma semifinal em 2018, quartas de final em 2022 e outra semifinal agora em 2026.
Harry Kane e a evolução do time
O artilheiro Harry Kane refletiu sobre a trajetória: “Acho que, em 2018, quando chegamos à semifinal na Copa da Rússia, éramos um time jovem e inexperiente. Estamos, agora, mais preparados para situações como essa”. A Inglaterra é a seleção com o maior jejum entre as semifinalistas: a Argentina é a atual campeã, a França conquistou a taça há oito anos, a Espanha há 16.
Thomas Tuchel e a ansiedade inglesa
O técnico alemão Thomas Tuchel, que assumiu a Inglaterra há menos de dois anos, já compreendeu o significado da ansiedade inglesa. Em sua primeira Copa do Mundo com a seleção, declarou: “Eu me sinto realmente vivo por liderar essa equipe. Não existe nenhum outro lugar no mundo onde eu preferisse estar agora”.
Análise do confronto: físico e emoção
No Jornal Nacional, a apresentadora Renata Vasconcellos e o comentarista Denílson analisaram o duelo. Denílson destacou que, diferentemente de França e Espanha, com jogo mais técnico, o que pode pesar é a questão física: “São dois times que jogam muito em um coletivo. A Inglaterra tem Bellingham e Harry Kane, que podem decidir. A Argentina tem Messi, que pode decidir. Mas, acima de tudo, a questão física desse confronto eu acho que é o que vai pesar”. Renata complementou: “E emocional também um tiquinho, né?” Denílson concordou: “Bastante. A questão emocional vem pesando bastante durante essa Copa do Mundo e nesse um passinho para uma final, pode pesar mais. Quem controlar melhor a emoção, de repente, consegue avançar até a final”.
Scaloni e o estilo argentino
Renata perguntou sobre o trabalho do técnico argentino Lionel Scaloni. Denílson elogiou: “Eu gosto muito porque ele se sensibiliza demais com os jogadores, com o torcedor. As expressões dele, as falas, as narrativas que ele constrói, pós-jogo, antes do jogo. Sempre muito sereno nas coletivas. E dentro do ambiente de trabalho, ele me parece ser um cara muito transparente e isso acaba conectando com os jogadores”. Renata observou: “Ele tem um quê de originalidade também, não é?” Denílson respondeu: “Exatamente. Além da experiência que ele teve como jogador de futebol, ele trouxe um pouco desse conhecimento do coletivo. Ele sabe, por exemplo, que ele tem o Messi dentro do elenco. Então, ele coloca o Messi lá em cima, como merece, mas o Messi se coloca no nível do elenco. E aí acaba tendo uma sintonia muito legal com a equipe”. Renata concluiu: “E não abriu mão do estilo argentino de jogar, apesar de tudo”. Denílson finalizou: “Esse é o DNA, né? Independentemente de como a Argentina joga, a gente vai sempre ver uma Argentina lutando até a última bola”.



