O ator Marcelo Serrado, conhecido por papéis em novelas como 'Fina Estampa' e 'O Sétimo Guardião', anunciou o lançamento de um documentário e um livro que abordam sua experiência pessoal com ataques de pânico. A revelação foi feita durante uma entrevista ao programa 'Encontro com Fátima Bernardes', exibido nesta quarta-feira, 14 de julho de 2026.
Projeto pessoal e terapêutico
Segundo Serrado, o documentário, ainda sem título definido, mostrará os bastidores de sua luta contra o transtorno, que o acompanha há mais de 15 anos. 'A ideia surgiu como uma forma de externalizar o que sinto e, quem sabe, ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo', afirmou o ator. O livro, por sua vez, será um relato íntimo, com detalhes sobre os gatilhos e as estratégias que encontrou para lidar com as crises.
O projeto é uma parceria com a produtora independente Luz da Terra, especializada em conteúdos sobre saúde mental. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2027, tanto em plataformas de streaming quanto em formato impresso.
Números alarmantes no Brasil
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo, afetando cerca de 9,3% da população. Os ataques de pânico, caracterizados por medo intenso e sintomas físicos como taquicardia e falta de ar, são uma das manifestações mais comuns. 'É uma sensação de que vou morrer, mas ao mesmo tempo sei que não é real. É um conflito interno brutal', descreveu Serrado.
O ator revelou que já passou por diversos tratamentos, incluindo terapia cognitivo-comportamental e medicação. 'Não há vergonha em pedir ajuda. A psiquiatra me salvou', disse, emocionado.
Depoimentos e apoio de colegas
O documentário contará com depoimentos de outros artistas que também sofrem ou sofreram com o transtorno, como a atriz Mariana Ximenes e o cantor Seu Jorge. 'A ideia é desmistificar o assunto e mostrar que não estamos sozinhos', explicou Serrado. O livro, escrito em parceria com o jornalista Pedro Bial, trará ainda capítulos com especialistas em saúde mental.
Serrado espera que o material sirva de inspiração para que mais pessoas busquem tratamento. 'Se eu puder ajudar pelo menos uma pessoa a não se sentir envergonhada, já valeu a pena', concluiu.



