Após reação global, Infantino recua e diz que privatização da Copa é opcional
Infantino recua e diz que privatização da Copa é opcional

Recuo de Infantino após pressão mundial

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recuou no tom de sua proposta de privatização da Copa do Mundo após uma reação global negativa. Em declaração recente, Infantino afirmou que a ideia é 'opcional' e que depende da aprovação das 211 federações filiadas à entidade. Ele garantiu que a Fifa manterá o controle sobre o futebol e suas competições.

A proposta inicial, que previa a venda dos direitos comerciais do torneio para investidores privados, gerou forte oposição de federações nacionais, ligas e torcedores. Críticos apontaram risco de perda de autonomia e descaracterização do esporte.

Detalhes da proposta original

Infantino havia sugerido, em reunião fechada, que a Copa do Mundo poderia ser gerida por uma entidade privada, à semelhança de outros eventos esportivos. A ideia incluía a criação de uma empresa separada para administrar os direitos de transmissão, patrocínios e licenciamentos, o que poderia gerar receitas bilionárias.

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No entanto, a reação foi imediata. Federações como a alemã (DFB) e a inglesa (FA) manifestaram preocupação, assim como a UEFA. 'O futebol não pode ser tratado como um produto qualquer', disse um porta-voz da DFB. 'A integridade das competições precisa ser protegida.'

O papel das federações

Agora, Infantino busca acalmar os ânimos. 'Essa é uma discussão que ainda está em estágio inicial. Nada será decidido sem o consenso das 211 federações-membro', declarou o presidente da Fifa. Ele reforçou que a entidade 'não abrirá mão do controle' e que qualquer mudança será voluntária.

A Fifa enfrenta desafios financeiros, especialmente após os custos elevados da Copa de 2022 no Catar. Uma eventual privatização poderia injetar recursos, mas especialistas alertam para riscos de conflitos de interesse e perda de transparência.

Impacto no calendário e no futebol

Críticos também temem que a privatização leve a um aumento no número de jogos e à priorização do lucro em detrimento do bem-estar dos atletas. Infantino, no entanto, garantiu que 'a essência do futebol será mantida'. A proposta, segundo ele, é apenas uma opção para federações que desejarem explorar novas fontes de receita.

Com a reação global, o tom do presidente da Fifa mudou drasticamente. Se antes ele defendia a medida como necessária, agora a classifica como 'opcional'. Resta saber se as federações aceitarão sequer discutir o tema.

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