Pela quarta vez na história, Brasil e Haiti se enfrentam na noite desta sexta-feira (19) pela fase de grupos da Copa do Mundo. Em Mirassolândia, no interior de São Paulo, o duelo divide o coração de uma família. O haitiano Shedeler Jerome, de 41 anos, natural de L'Estère, mudou-se para o Brasil em 2013 com a esposa Maria Joseph, de 44 anos. Apaixonado por futebol e pelo jogador Neymar, Shedeler decidiu dar o nome do camisa 10 da Seleção ao único filho do casal: Neymar Joseph Jerome.
“Eu gosto do Neymar. Desde quando morava no Haiti, assistia aos jogos dele. Aí eu falei: ‘o meu primeiro filho, vou chamar de Neymar’, pois gosto muito dele”, conta Shedeler. Questionado sobre o resultado da partida, Jerome afirma torcer pelos dois times. “Quem ganhar, eu vou ficar feliz”, comenta.
Vida simples e sonho de ser jogador
Hoje, Neymar tem 9 anos e vive uma vida simples, mas com muito amor ao lado dos pais. Inspirado pelo jogador convocado para a seleção brasileira durante o mundial, o garoto sonha em se tornar atleta profissional e se considera “bom de bola”. Em entrevista à TV TEM, Shedeler contou como foi a escolha do nome. Durante a gestação, Maria fez um acordo com o marido: “Eu falei que se fosse menina, eu escolheria o nome. Se fosse menino, ele escolheria. Eu gosto de Neymar também”, disse.
Histórico de confrontos
As três partidas entre Brasil e Haiti foram goleadas brasileiras. Os amistosos em 1974 (4 a 0) e 2004 (6 a 0) antecederam a única partida em competições: em 2016, pela Copa América Centenário, o Brasil venceu por 7 a 1 em Orlando, nos Estados Unidos – mesmo país onde as seleções se enfrentam nesta sexta-feira. O jogo será no estádio Lincoln Financial Field. Na estreia, o Brasil empatou com o Marrocos por 1 a 1. Otimista, o pequeno Neymar arriscou um palpite: “O Brasil ganha e é 5 a 0”.



