Há exatos 50 anos, o Cruzeiro conquistava a América do Sul pela primeira vez. Em uma batalha histórica contra o River Plate, em Santiago, após cada equipe vencer um compromisso na condição de mandante, a Raposa levantou a taça da Libertadores de 1976. Boa parte daquele elenco figura entre os nomes que mais vezes vestiram a camisa estrelada em 105 anos de história.
O time que entrou para a história
Setes dos jogadores que participaram daquela campanha estão no top-10 do ranking de partidas pelo Cruzeiro. O único que não entrou em campo na competição talvez seja exatamente o mais emblemático: Dirceu Lopes. O Príncipe da Toca da Raposa sofreu uma grave lesão no tendão de Aquiles às vésperas do início da Libertadores, mas esteve perto do elenco até o fim. Com 610 partidas, ele é o terceiro no ranking de jogos do clube, atrás apenas de Fábio (976) e Zé Carlos (633). Dirceu dedicou praticamente uma carreira inteira – e a vida – ao Cruzeiro, conquistando a Taça Brasil em 1966 e nove edições do Campeonato Mineiro.
A alma do meio-campo
A dupla de meio-campo considerada a “alma” do time de Zezé Moreira no título da Libertadores também figura no top-5 do ranking: Zé Carlos (633 jogos) e Piazza (566). Zé Carlos foi recordista de jogos pelo Cruzeiro até 2015, quando foi ultrapassado pelo goleiro Fábio. Ele ficou por 11 temporadas no clube. Piazza, o capitão da Libertadores, teve mais de 15 anos da carreira dedicados ao Cruzeiro e foi um dos representantes do clube na conquista do tricampeonato mundial com a Seleção Brasileira em 1970. Ambos, assim como Dirceu, conquistaram a Taça Brasil de 1966 e nove títulos mineiros.
O goleiro e os demais destaques
Em quinto lugar no ranking de jogos pelo Cruzeiro aparece o goleiro Raul Plasmann, outro remanescente da Taça Brasil. Ele chegou ao clube em 1966, depois de passagens por Coritiba e São Paulo, e ficou em Belo Horizonte até o fim dos anos 1970. Disputou 557 partidas e foi recordista entre os arqueiros até 2014, quando foi ultrapassado por Fábio. Com um jogo a menos que Raul, o meia-atacante Eduardo Amorim aparece em sexto lugar do ranking histórico do Cruzeiro. Mineiro de Montes Claros, foi revelado pelo clube e jogou pelo profissional por 12 temporadas, antes de defender Corinthians e Santo André.
Laterais e artilheiros
O sétimo com mais jogos é o lateral-esquerdo Vanderlei, mais um remanescente da conquista histórica diante do Santos, dez anos antes da Libertadores. Foram 10 anos e 538 jogos com a camisa do Cruzeiro. Deixou o clube para se aposentar em 1978 e é sempre listado entre os principais laterais da história do clube. Dois dos principais artilheiros da equipe no título de 1976 surgem fechando o top-10 de jogadores com mais partidas: Joãozinho (485) e Palhinha (457), ambos revelados pelo clube. Palhinha chegou ao profissional pouco depois da Taça Brasil, no fim dos anos 1960, deixou o Cruzeiro após ser artilheiro da Libertadores de 1976, com 13 gols. Ele ainda se tornou ídolo de Corinthians e Atlético-MG, defendeu Santos e Vasco, retornando à Toca para jogar entre 1983 e 1984, marcando 145 gols com a camisa estrelada. Joãozinho, apelidado de “Bailarino da Toca”, estreou em 1972 e seguiu no Cruzeiro até o início da década de 1980, quando se transferiu ao Internacional. Autor de oito gols – inclusive o do título – na Libertadores, o ponta-esquerda balançou as redes 118 vezes com a camisa do clube.



