Grêmio empata com Mirassol e chega a sete jogos sem vencer
Grêmio empata com Mirassol e chega a sete jogos sem vencer

O Grêmio não perdeu, mas a crise segue. Em jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, a equipe de Luís Castro empatou em 1 a 1 com o Mirassol, neste domingo, no interior paulista. O resultado, ainda que dentro do esperado pelo que as equipes produziram, deu sequência ao incômodo jejum de vitórias, agora de sete partidas. A boa notícia é que a vaga para as quartas de final continua em aberto, e a decisão ocorrerá na Arena, na quarta-feira.

Pressão aumenta e esquema com três volantes vira alvo

O ambiente no Grêmio é de tensão. A eliminação precoce na Copa Sul-Americana, na quinta-feira, ainda ecoava no vestiário quando a bola rolou diante do Mirassol. Os jogadores entraram em campo abalados, e isso ficou evidente na postura em campo: cada erro era tratado com exasperação, enquanto as saídas para o ataque saíam de maneira precipitada. A falta de confiança, resultado direto da queda no torneio continental e do longo período sem vitórias, comprometeu a produção da equipe.

Para tentar dar solidez, Luís Castro repetiu a formação com três volantes, a sua preferência no momento. O esquema, contudo, não trouxe o equilíbrio esperado. O time falhou defensivamente e seguiu sem criatividade quando precisou pressionar. No trio com Villasanti e Noriega, o destaque negativo foi Nardoni. O argentino, mais uma vez, mostrou baixa intensidade tanto na marcação quanto no apoio. A principal arma do volante, o aparecimento surpresa na área adversária, não tem sido usada com a devida frequência. Enquanto isso, o jovem Gabriel Mec permanece no banco, o que aumenta as críticas à escalação.

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Erros individuais custam o gol e deixam time em desvantagem

A primeira grande oportunidade do jogo foi do Grêmio. Carlos Vinicius, em boa posição, parou na excelente defesa de Walter. Dois minutos depois, porém, a fragilidade defensiva veio à tona. Amuzu não apertou Igor Formiga, e Gustavo Martins deixou Bruno Santos livre para finalizar. O gol marcado pelo Mirassol expôs exatamente o tipo de erro que a comissão técnica tentava corrigir com a escalação mais cautelosa.

“O Grêmio não consegue competir”, analisou Queki, no quadro Voz da Torcida. A afirmação resume o sentimento de uma torcida que assiste ao time colecionando resultados negativos e desempenhos apáticos. A pressão deixa de ser apenas externa: internamente, sabe-se que uma nova derrota pode aprofundar a crise.

Pressão alta resolve, mas time não sustenta ritmo

A reação veio no início do segundo tempo, de uma forma que tem sido rara no Grêmio: a pressão alta deu certo. O Mirassol errou a saída de bola, Tetê roubou, avançou e tocou para Amuzu empatar. O gol logo após o intervalo trouxe alívio momentâneo, mas a equipe não conseguiu impor ritmo para buscar a virada. O jogo caiu de intensidade, e as chances escassearam para os dois lados.

Luís Castro tinha cinco substituições à disposição, mas promoveu apenas três mudanças. Braithwaite, Enamorado e Jovane Cabral entraram, porém não deram a resposta esperada. Mesmo atuando com menos desgaste, o trio não conseguiu acelerar os contragolpes, e o Grêmio se limitou a trocar passes sem profundidade.

Números apontam igualdade e decisão fica em aberto

As estatísticas finais confirmam a paridade técnica: cada clube finalizou três vezes na direção do gol. Nem gaúchos nem paulistas fizeram por merecer uma vitória. Pelo lado do Grêmio, o empate pode ser considerado útil pela vantagem de decidir em casa. Pelo lado do Mirassol, o resultado também não é ruim, já que a equipe do interior de São Paulo mostrou que pode surpreender na Arena.

Na quarta-feira, o cenário será outro. O Grêmio precisará não apenas vencer, mas também dar uma resposta à torcida, que promete cobrar desde o primeiro minuto. As vaias devem aparecer caso o time volte a demorar para reagir. E só a classificação pode aliviar, ao menos em parte, o peso que recai sobre as costas de Luís Castro. O treinador, por ora, tenta blindar o elenco e encontrar soluções para que a sonhada reação comece no confronto decisivo.

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