O gol que abriu o placar na vitória do Internacional sobre o Flamengo, por 2 a 1, no Beira-Rio, foi confirmado após uma checagem minuciosa do sistema de impedimento semiautomático. O atacante Rafael Borré cabeceou para as redes aos 33 minutos do primeiro tempo, mas a comemoração foi interrompida pela bandeira do assistente, que indicou posição irregular.
Revisão detalhada pelo VAR
O árbitro de vídeo, auxiliado pela tecnologia semiautomática, analisou o lance por cerca de três minutos. As câmeras de alta velocidade e os sensores na bola traçaram a posição exata dos jogadores no momento do passe de Alan Patrick. O sistema gerou uma imagem tridimensional que mostrou o ombro de Borré alinhado com o último defensor rubro-negro, David Luiz.
Segundo a CBF, o protocolo da tecnologia exige que, quando a diferença é inferior a 10 centímetros, a decisão de campo prevalece. Como o bandeira havia marcado impedimento, o VAR precisou reverter a marcação com base na evidência visual. O relatório da partida indicou que o atacante estava em condição legal por 8 centímetros.
Repercussão da decisão
O técnico do Flamengo, Tite, questionou a precisão do sistema após o jogo. "Precisamos confiar na tecnologia, mas lances tão apertados deixam dúvidas. O futebol perde um pouco da fluidez", disse em entrevista coletiva. Já o comandante do Inter, Eduardo Coudet, elogiou a ferramenta. "Ela evita erros humanos e dá justiça ao placar."
Nas redes sociais, a decisão gerou forte debate. Enquanto torcedores do Inter comemoraram a precisão, rubro-negros criticaram a demora e a margem mínima. Especialistas em arbitragem, como o ex-árbitro Paulo César de Oliveira, avaliaram que a tecnologia acertou. "O ombro é parte válida para o impedimento. O sistema mostrou que Borré estava legal."
Impacto na tabela
Com o resultado, o Internacional subiu para a terceira posição do Campeonato Brasileiro, com 42 pontos, enquanto o Flamengo caiu para o sétimo lugar, com 38. O gol validado foi o 12º de Borré na temporada, consolidando o artilheiro do time na competição.
O lance também reacendeu o debate sobre a implementação do impedimento semiautomático no futebol brasileiro, adotado no início do ano pela CBF. Até o momento, a tecnologia já foi usada em 217 lances no campeonato, com 23 correções de decisões de campo.



