Luis Zubeldía afirmou que pensou em colocar Ganso em campo no clássico contra o Vasco, no sábado, no Maracanã, pela Copa do Brasil. O meia, de 36 anos, foi relacionado para a partida, mas permaneceu no banco de reservas. “No primeiro tempo e até os 60, 65 minutos tivemos clareza e lucidez, mas depois o adversário (Vasco) ajustou o meio e, com o desgaste físico, perdemos a saída limpa. Os jogadores de trás trabalharam muito e sentiram o cansaço, por isso precisávamos de outro perfil para ajudar a equipe. Pensei no Ganso, claro, mas não naquele momento”, ressaltou o treinador.
A declaração evidencia a situação de Ganso, que assistiu de camarote a mais um jogo sem entrar em campo. A última vez que atuou foi em 19 de maio, quando disputou apenas 13 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, da Bolívia, pela Libertadores. Desde então, seguiu integrado ao elenco, mas não foi utilizado em nenhuma partida oficial.
Zubeldía justifica opção por outro perfil
Para o técnico, o momento em que a equipe começou a sofrer com o desgaste físico pedia uma mudança de característica. “Os jogadores de trás trabalharam muito e sentiram o cansaço”, disse Zubeldía. Ele avaliou que o Vasco ajustou o meio-campo e que o Fluminense perdeu a saída limpa de bola a partir dos 60, 65 minutos. Foi nesse cenário que a comissão técnica preferiu não acionar Ganso.
Apesar de ter sido relacionado, o meia permaneceu no banco de reservas durante a partida. A decisão reforça o momento de indefinição do jogador nos bastidores, marcado por uma situação contratual delicada.
Futuro no Brasileirão e pré-contrato
Ganso está a apenas uma partida de atingir o limite de 13 jogos no Campeonato Brasileiro. Pelo regulamento da competição, ele ainda pode defender outro clube na atual edição — desde que não complete essa 13ª apresentação pelo Fluminense. Se entrar em campo mais uma vez, não poderá mais trocar de time no Brasileirão.
O vínculo de Ganso com o Fluminense termina no fim deste ano. Com isso, ele já pode assinar um pré-contrato com outra equipe. Antes da pausa para a Copa do Mundo, o meia comunicou à diretoria que havia recebido uma proposta de um clube. Na ocasião, o clube optou por afastá-lo, com a justificativa de “para que tenha a tranquilidade e as condições necessárias para decidir seu futuro”.
As negociações, porém, não avançaram. Ganso seguiu integrado ao elenco tricolor, mas não voltou a entrar em campo desde então. A situação deixa em aberto se ele será aproveitado nos próximos jogos ou se o desfecho se dará por uma saída antecipada.
Números, títulos e idolatria
No Fluminense desde janeiro de 2019, Ganso se tornou um dos grandes nomes da fase mais vitoriosa do clube recentemente. Foi peça importante nas conquistas da Copa Libertadores de 2023 e da Recopa Sul-Americana de 2024, títulos que consolidaram sua idolatria entre os tricolores.
Neste ano, porém, os números são modestos para o seu padrão: dois gols em 22 jogos. A falta de ritmo e a indefinição sobre o futuro fazem com que cada partida sem Ganso em campo aumente a expectativa sobre o desfecho de sua trajetória no clube.
- Último jogo: 19 de maio, 13 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, pela Libertadores
- Dois gols em 22 jogos na temporada
- A uma partida do limite de 13 jogos no Brasileirão
- Contrato até o fim deste ano, com possibilidade de pré-contrato
O Fluminense ainda não indicou oficialmente como pretende usar Ganso daqui para frente. O desfecho dependerá das conversas entre as partes, da posição do treinador e dos próximos compromissos da equipe.



