O G3X é campeão da terceira edição do Mundial de Clubes da Kings League. Em uma final disputada neste sábado (1º), em Milão, na Itália, a equipe presidida pelo streamer Gaules venceu o Alpak, da Itália, por 9 a 5, e levantou a taça pela primeira vez. Com o resultado, o Brasil conquistou o título inédito na competição global de fut7 criada pelo ex-zagueiro espanhol Gerard Piqué.
O título coroou uma campanha impecável. O G3X venceu os cinco jogos que disputou no torneio, com autoridade, e chegou à decisão após eliminar o Ultimate Móstoles na semifinal por 8 a 2. Como o Mundial foi disputado em formato de Final Four, com semifinais e final no mesmo dia, a equipe teve apenas cerca de 50 minutos de descanso entre a classificação e o jogo do título. Mesmo assim, voltou a dominar e construiu o placar com atuação de gala do artilheiro Kelvin Oliveira, que mais uma vez foi o diferencial da equipe em momentos decisivos.
Kelvin Oliveira brilha e é o nome da conquista
Principal nome da campanha, Kelvin Oliveira voltou a ser decisivo neste sábado. O atacante marcou quatro gols na semifinal contra o Ultimate Móstoles e outros cinco na grande final diante do Alpak, sendo um deles com valor dobrado, graças às regras dinâmicas da Kings League. Andreas contribuiu com dois gols, e Well completou o marcador na decisão. No total, o camisa 9 terminou como artilheiro do Mundial, com 14 gols, e recebeu o prêmio de melhor jogador da competição, segundo a organização.
Os números reforçam a superioridade do G3X ao longo da terceira edição. Além dos 14 gols de Kelvin, a equipe demonstrou consistência coletiva e equilíbrio entre defesa e ataque, fatores que ficaram evidentes ao longo do torneio. A conquista também tem um peso simbólico: o G3X é atual vice-campeão da Kings League Brasil e, agora, tem o primeiro troféu internacional da sua história.
Campanha brasileira e rivalidade com a Itália
Além do G3X, o Brasil teve outras duas equipes na disputa. A Furia, presidida por Neymar Jr. e Cris Guedes, chegou à semifinal, mas foi eliminada pelo próprio Alpak por 6 a 4. O DesimpaiN, por sua vez, caiu nas quartas de final diante do G3X, em uma reedição da final do último split da Kings League Brasil. Assim, por pouco o país não teve uma final 100% brasileira.
O Alpak, que fez história ao chegar à sua primeira final de Mundial, tentou reagir com sua torcida em Milão, mas não encontrou resposta para o ímpeto do G3X. A equipe italiana até esboçou uma reação em alguns momentos, mas os gols de valor dobrado e a eficiência de Kelvin Oliveira garantiram uma vantagem confortável para o time de Gaules. O placar de 9 a 5 reflete a intensidade de uma decisão que teve lances para os dois lados até os instantes finais.
A Kings League e suas regras peculiares
Criada pelo ex-zagueiro espanhol Gerard Piqué, a Kings League é uma liga de fut7 que mistura esporte e entretenimento. A proposta é aproximar o futebol das novas gerações com regras próprias e dinâmicas que não existem no futebol tradicional. Entre os diferenciais estão o pênalti do presidente, cartas secretas que podem alterar o rumo das partidas, períodos em que os gols valem o dobro e momentos com número reduzido de jogadores em campo.
O formato do Mundial também chama atenção. A edição de 2025, realizada em Milão, reuniu clubes de diversos países e foi disputada em fase eliminatória a partir das quartas de final, com semifinais e final no mesmo dia. A concentração de jogos em um curto período testa a resistência física e a capacidade de adaptação dos elencos, algo que o G3X soube administrar muito bem para coroar a campanha.
Histórico e significância do título
O G3X já havia chegado perto em 2024, quando foi vice-campeão na edição inaugural do Mundial, perdendo para o Porcinos, da Espanha. Em 2025, o time não participou da competição, que teve o também espanhol Los Troncos como vencedor. Agora, o título em Milão coroa um processo de evolução da equipe, que se consolidou como uma das principais forças da Kings League no mundo.
Para o Brasil, o resultado aumenta a representatividade do país na liga. Além do G3X, Furia e DesimpaiN demonstram que a modalidade cresce no cenário nacional, com investimento de figuras públicas e presença de torcidas engajadas. A conquista do Mundial de Clubes, portanto, não é apenas um triunfo do time de Gaules, mas um marco para a comunidade brasileira dentro do universo criado por Piqué.



