Fortaleza acumula prejuízo de R$ 241 mil em casa na Série B
Fortaleza tem prejuízo de R$ 241 mil em casa na Série B

O Fortaleza enfrenta um cenário financeiro desafiador em seus jogos como mandante na Série B de 2026. Em nove partidas realizadas em casa, o clube registrou lucro em apenas duas, acumulando um prejuízo total de R$ 241.653,79, conforme dados divulgados pelo ge.

Desempenho financeiro negativo

Dos nove duelos realizados na Arena Castelão e no Estádio Presidente Vargas, somente contra Goiás e América-MG o Tricolor conseguiu resultados positivos no borderô. Contra o Goiás, pela 7ª rodada, o lucro foi de R$ 48.718,36, enquanto diante do América-MG, na 13ª rodada, o ganho foi de apenas R$ 2.480,38. Nos outros sete jogos, o prejuízo somou R$ 292.851,53.

O maior prejuízo ocorreu na partida contra a Ponte Preta (R$ 59.559,34), seguido pelo confronto com o Londrina (R$ 50.238,44). Mesmo com público expressivo em alguns jogos, as despesas operacionais, como transporte e hospedagem da arbitragem, além de custos fixos, superaram a receita de bilheteria na maioria das ocasiões.

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Público ainda atrai torcida

Apesar das dificuldades financeiras, o Fortaleza mantém a segunda maior média de público pagante da Série B, com 9.705 torcedores por partida, atrás apenas do Sport (10.755). O jogo contra o Goiás, que terminou com vitória por 4 a 1, registrou o maior público: 19.050 torcedores na Arena Castelão. No entanto, mesmo esse grande público não foi suficiente para gerar lucro em outros jogos, evidenciando a estrutura de custos elevada.

O total de torcedores presentes nos nove jogos foi de 87.341 pessoas. O confronto contra o América-MG, que deu lucro, teve 12.387 pagantes, enquanto a partida com o Cuiabá, que deu prejuízo de R$ 65.073,14, contou com apenas 7.769 torcedores.

Comparação com adversários e impactos

O cenário do Fortaleza reflete uma tendência nacional na Série B, com baixo público nos estádios. Apesar de o clube ter a segunda maior média, a rentabilidade dos jogos ainda é negativa. Despesas como arbitragem (que chegam a R$ 14.810 em algumas partidas), transporte e hospedagem, além de custos operacionais, consomem grande parte da arrecadação.

Vale destacar que o clássico contra o Ceará, que teve mando de campo do rival, gerou renda líquida positiva de R$ 104 mil para cada clube, mas esse valor não entra na conta dos borderôs como mandante. O Fortaleza busca alternativas para melhorar a situação financeira, seja aumentando a atração de público ou reduzindo custos operacionais.

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