A Federação Francesa de Futebol (FFF) emitiu um comunicado oficial neste sábado se despedindo de Didier Deschamps, que deixa o cargo de treinador da seleção francesa após 14 anos. Zinédine Zidane deve ser anunciado como substituto nos próximos dias.
Saída após 14 anos e 186 jogos
Ao deixar o cargo de técnico da seleção francesa, Deschamps encerrará um quarto de século de dedicação excepcional aos Les Bleus e ao futebol francês. A FFF expressou "infinita gratidão" ao treinador que fez história na seleção. Foram 186 partidas como técnico, com 120 vitórias, 35 empates e 31 derrotas — a última delas na decisão de 3º lugar da Copa do Mundo de 2026, com derrota por 6 a 4 para a Inglaterra.
Conquistas e legado
Deschamps conquistou o primeiro título de Copa do Mundo da França em 1998 como jogador e voltou a ser campeão como treinador em 2018. Sob sua liderança, a França também venceu a Liga das Nações em 2021 e chegou a diversas finais importantes, como a Copa do Mundo de 2022 (vice-campeã) e a Eurocopa. A FFF destacou: "Didier Deschamps personificava altos padrões, rigor, espírito de equipe e amor pela camisa da seleção francesa. Sob sua liderança, durante 14 anos, a seleção francesa reconquistou credibilidade, respeito e carinho, mantendo-se no mais alto nível mundial".
Trajetória como técnico
Deschamps assumiu o comando da seleção em 2012 e estreou em Copas na edição de 2014, no Brasil, quando a França caiu nas quartas de final para a Alemanha. Depois vieram o título na Rússia (2018) e o vice no Catar (2022). Em 2026, na América do Norte, a França terminou em 4º lugar. A FFF afirmou que Deschamps "incutiu uma cultura de desempenho e responsabilidade que permanecerá como referência para as gerações futuras. Ele fomentou o desenvolvimento de inúmeros jogadores internacionais, uniu diversos grupos em torno de valores sólidos e ajudou a fortalecer o vínculo único entre o povo francês e a sua seleção nacional".
Substituto: Zidane favorito
Zinédine Zidane, ex-técnico do Real Madrid, deve ser anunciado como substituto nos próximos dias. A expectativa é que a FFF oficialize a contratação ainda nesta semana. Zidane já foi campeão mundial como jogador em 1998 e tem grande prestígio no futebol francês.
Nota oficial da FFF na íntegra
A Federação Francesa de Futebol saúda e agradece ao técnico da seleção nacional, Didier Deschamps, pelo trabalho excepcional realizado à frente da equipe desde 2012. Ao deixar o cargo de técnico da seleção francesa em poucos dias, Didier Deschamps encerrará um quarto de século de dedicação excepcional aos Les Bleus e ao futebol francês. Algumas carreiras deixam uma marca indelével na história de uma instituição e de um país. Didier Deschamps personificava altos padrões, rigor, espírito de equipe e amor pela camisa da seleção francesa. Sob sua liderança, durante quatorze anos, a seleção francesa reconquistou credibilidade, respeito e carinho, mantendo-se no mais alto nível mundial, conquistando a Copa do Mundo de 2018, a Liga das Nações de 2021 e chegando a diversas finais importantes, tudo isso mantendo uma consistência excepcional. Para além dos 185 jogos disputados e das 120 vitórias, Didier Deschamps incutiu uma cultura de desempenho e responsabilidade que permanecerá como referência para as gerações futuras. Ele fomentou o desenvolvimento de inúmeros jogadores internacionais, uniu diversos grupos em torno de valores sólidos e ajudou a fortalecer o vínculo único entre o povo francês e a sua seleção nacional. Capitão da seleção que conquistou a Copa do Mundo de 1998, o Campeonato Europeu de 2000 e, vinte anos depois, foi o técnico campeão mundial novamente, Didier Deschamps ocupa um lugar único na história do futebol francês. Poucos contribuíram tanto para a seleção francesa, tanto como jogador quanto como treinador. A Federação e seus funcionários elogiam sua disponibilidade e dedicação. Seu legado permanecerá indelével, tanto em Clairefontaine quanto nos corações dos milhões de fãs e voluntários que ele jamais esqueceu. A Federação Francesa de Futebol deseja expressar a sua infinita gratidão a ele. Obrigado, Didier!



