Um evento promovido pela Fifa em Nova York, que reuniu estrelas do futebol e celebridades mundiais, terminou em constrangimento e irritação para os treinadores das seleções finalistas da Copa do Mundo de 2026. A iniciativa, que antecipou entrevistas e atividades com jogadores e técnicos, foi criticada por interferir nos preparativos para a decisão do torneio.
Constrangimento e críticas dos treinadores
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, classificou a situação como "surrealista" e demonstrou insatisfação com a programação imposta pela Fifa. "Não é o momento adequado para distrair os jogadores com compromissos de mídia e entretenimento. Estamos a poucos dias da final e precisamos de foco total", afirmou Scaloni, segundo relatos da imprensa internacional.
O evento contou com a presença de Lionel Messi, Emiliano "Dibu" Martínez, Rodri, além de personalidades como Novak Djokovic, Rio Ferdinand, Tom Brady, Kevin Durant e Kevin Hart. A mistura de astros do esporte e do entretenimento visava promover a Copa do Mundo nos Estados Unidos, mas gerou mal-estar entre as comissões técnicas.
Interferência nos preparativos
Scaloni não foi o único a expressar desconforto. O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, também demonstrou irritação com a agenda imposta. "Precisamos de privacidade e tempo para trabalhar taticamente. Esses eventos são desnecessários neste momento", disse. A Fifa, por sua vez, defendeu a iniciativa como parte da estratégia de integração do futebol ao mercado de entretenimento norte-americano.
O evento ocorreu em uma feira em Nova York, onde jogadores e técnicos participaram de painéis e entrevistas. A presença de Messi e Scaloni juntos chamou a atenção, mas a tensão era visível. Segundo fontes, a programação foi imposta sem consulta prévia às delegações.
Impacto na final da Copa
A final da Copa do Mundo de 2026 está marcada para os próximos dias, e a preparação das seleções é crucial. A interferência externa pode afetar o desempenho dos times, segundo analistas. A Fifa, no entanto, afirma que o evento é uma oportunidade única para promover o futebol globalmente.
"Entendemos a preocupação dos treinadores, mas acreditamos que momentos como este aproximam o futebol do público americano", disse um porta-voz da entidade. A polêmica levanta discussões sobre o equilíbrio entre marketing e competitividade no esporte.



