Empate sem gols entre Chapecoense e Cruzeiro na Copa do Brasil
Empate sem gols entre Chapecoense e Cruzeiro na Copa

Foi uma noite para esquecer no setor ofensivo do Cruzeiro. Diante da Chapecoense, na Arena Condá, o time celeste teve mais posse de bola, mas conviveu com erros de passe, falta de intensidade e pouquíssimas finalizações perigosas. O 0 a 0 no placar da partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil mantém a decisão da vaga para o jogo de volta.

Com Matheus Pereira e Kaio Jorge em campo, a expectativa era por uma atuação mais criativa. Ambos, porém, tiveram desempenho apagado. O meia ainda cobrou uma falta com qualidade, mas não conseguiu encontrar espaços para ditar o ritmo, errando passes. O atacante, por sua vez, teve uma oportunidade de brigar por uma bola na pequena área, mas não aproveitou.

Meio-campo pesado e defesa segura

O meio-campo cruzeirense foi outro ponto de atenção. Lucas Romero esteve abaixo do esperado, lento e aparentando cansaço, com falhas nas saídas de bola e passes curtos errados. Gerson, em contrapartida, foi um pouco melhor do que os companheiros, atuando mais defensivamente e dando mais consistência à equipe.

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Apesar dos espaços cedidos pelo meio-campo, a defesa passou por poucos sustos. O goleiro Otávio não foi exigido. Jonathan Jesus, ainda que cansado, se comportou bem defensivamente, evitando chances claras da Chapecoense. Fabrício Bruno teve bons momentos no setor ofensivo, como a escorada para o gol impedido de Kaique Kenji e uma escorada de cabeça para Lucas Romero. Villalba foi regular na defesa, mas falhou na troca de passes. Fagner, por sua vez, fez um jogo apagado, com alguns erros e poucos bons momentos.

Notas do ge: destaques e decepções

Na avaliação do ge, que atribuiu notas aos jogadores, o desempenho celeste ficou bem abaixo da média. Gerson recebeu a maior nota entre os titulares, 6,5. Otávio teve 6,0, praticamente sem trabalho. Na parte de baixo, Kaio Jorge apareceu com 4,0, a pior nota do time. Matheus Pereira, Lucas Romero e Arroyo ficaram com 4,5.

As notas completas, com as observações do ge, foram:

  • Otávio – 6,0: não foi exigido.
  • Fagner – 5,0: jogo apagado, com alguns erros.
  • William – 5,0: não comprometeu.
  • Fabrício Bruno – 5,5: não comprometeu e teve bons momentos ofensivos.
  • Jonathan Jesus – 5,5: cansado, mas bem defensivamente.
  • Villalba – 5,0: bom na defesa, falhou nos passes.
  • Gabriel Rojas – 5,0: não comprometeu.
  • Lucas Romero – 4,5: lento, erros de passe, visivelmente cansado.
  • Gerson – 6,5: o melhor do time, mais defensivo.
  • Felipe Morais – não avaliado.
  • Matheus Pereira – 4,5: apagado, errando passes.
  • Bruno Rodrigues – 5,0: não comprometeu.
  • Arroyo – 4,5: participou pouco, mas teve boa chance debaixo da trave e parou no goleiro.
  • Kaio Jorge – 4,0: apagado, sem sucesso na pequena área.
  • Kaique Kenji – 4,5: começou bem, fez gol anulado, depois caiu de rendimento.
  • Matheus Henrique – 5,0: participou pouco.
  • Artur Jorge – não avaliado.

Decisão fica em aberto

O empate sem gols tem sabor de alerta para o Cruzeiro, que não aproveitou a posse de bola para construir uma vantagem na ida. Para a Chapecoense, o 0 a 0 mantém vivo o sonho da classificação, ainda que o time precise melhorar a produção ofensiva fora de casa.

O resultado, somado ao baixo rendimento das principais peças, deverá render cobranças e mudanças para o segundo duelo. Artur Jorge terá de corrigir rapidamente os erros apresentados na Arena Condá para manter o Cruzeiro vivo na briga pelo título.

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