O Corinthians voltou a decepcionar na Neo Química Arena. Nesta quinta-feira, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time de Fernando Diniz ficou no 0 a 0 com o Athletico-PR, mas o técnico não escondeu a insatisfação com o piso do estádio. Para ele, o gramado é o pior desde a inauguração da Arena.
Pior gramado da história da Arena
"É frustrante porque eu sempre joguei aqui como adversário e o campo sempre foi uma arma para o Corinthians. Eu não sou especialista em campo, mas este é o pior gramado desde que a Arena foi construída e inaugurada", afirmou Diniz em entrevista coletiva.
O treinador ainda revelou que os efeitos do piso já são visíveis nos atletas. "Se o campo fosse ficar dessa forma, tinham que ter avisado. Tinham que avisar da areia, que estaria perigoso. Hoje teve cinco com joelho ralado. Pode prender e machucar", completou.
Cobrança por soluções imediatas
Diniz disse que a diretoria do Corinthians está ciente do problema e que todos no clube esperam uma resposta rápida do setor responsável. "Diretoria está cobrando. Todo mundo vindo aqui. Campo não estava nem melhor do que quinta passada. Campo não está melhor. Pessoas que cuidam do campo têm que se movimentar para entregar o campo como o Corinthians sempre teve", declarou.
Troca de gramado ainda não foi concluída
O Corinthians trocou o gramado da Neo Química Arena durante a pausa para a Copa do Mundo. Segundo informações do clube, o trabalho de descompactação do solo e de retirada do excesso de areia ainda está em andamento. A expectativa inicial era de que o campo estivesse em boas condições para o confronto com o Internacional, pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil, mas o processo não foi concluído a tempo.
Lesões e time alternativo
Diante do cenário, Diniz optou por escalar uma equipe mista contra o Athletico. Dos considerados titulares absolutos, apenas o goleiro Hugo Souza, o lateral Matheuzinho e o volante Raniele começaram jogando. O treinador explicou que o desgaste da vitória sobre o Bahia, no último sábado, pesou na decisão.
"Eu não sou cara de fazer controle de carga, mas ficou evidente que sentimos o jogo do Bahia. É um reinício. É como se estivesse reiniciando o ano. Hoje não era problema. O problema era jogo do Inter. Joga hoje com os mesmos e depois vai a Porto Alegre para fazer partida decisiva, provavelmente não teria os jogadores nas melhores condições", justificou.
As lesões, porém, apareceram mesmo assim. O meia-atacante Labyad sentiu o joelho no gramado e precisou ser substituído. Já Yuri Alberto fez gesto de fisgada na coxa e deixou o campo chorando. Sobre Labyad, Diniz não teve dúvida: "Infelizmente, muito provavelmente tenha a ver com o campo".
Leitura do jogo e próximo desafio
Em campo, o Corinthians não conseguiu furar a defesa adversária. "O que eu pensei deu certo, o time não fez um jogo ruim. Foi um jogo difícil, de poucas oportunidades. O Athletico ofereceu menos chances de gol. Chutamos seis bolas, quatro no gol. Tivemos chances claras, mas não conseguimos matar", analisou Diniz.
Ele admitiu que a criação foi limitada por uma série de fatores. "Criamos pouco por falta de ritmo de time. O Athletico marca bem e o gramado não nos favoreceu. Soma tudo isso, teve mais dificuldade para criar."
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Internacional, em Porto Alegre, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.



