Crise no Internacional: quatro derrotas seguidas e ambiente desolador
Crise no Internacional: quatro derrotas seguidas e desolação

Derrotas consecutivas e afundamento na tabela

Quatro derrotas seguidas, nenhum ponto conquistado após a parada para a Copa do Mundo e uma posição na tabela que ameaça o rebaixamento: o Internacional vive um dos momentos mais sombrios de sua história recente. Com a mesma pontuação do Vasco, 17º colocado, o colorado é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, mas a perspectiva é de queda iminente. “A questão não é mais se o clube vai entrar no Z-4, mas quando vai entrar”, reflete a análise do momento.

Colapso financeiro e administrativo

A crise não é apenas técnica. O clube acumula uma dívida que ultrapassa a casa de um bilhão de reais, e a direção, sem dinheiro, parece conformada com o destino. O presidente Alessandro Barcellos, o mais longevo da história, não consegue manter um time competitivo. As categorias de base estão devastadas, e a falta de investimento é evidente. O vice-presidente Victor Grunberg chegou a declarar que entende se o torcedor não quiser comparecer ao próximo jogo contra o Flamengo.

Elenco frágil e desempenho em campo

O elenco colorado é um verdadeiro espantalho, montado ao longo de temporadas por técnicos que já passaram. Nos últimos dois jogos, falhas individuais gritantes de três defensores comprometeram o resultado. O ataque, por sua vez, é tão letal quanto um cotonete. O técnico Paulo Pezzolano, que em alguns momentos extraiu aspectos positivos de um time limitado, parece contrariar seus próprios êxitos. Os melhores momentos da equipe ocorreram com uma postura reativa, oposta ao que se viu na derrota para o Cruzeiro. "Que bom que o jogo acabou", lamentou Luka após o revés, expressando o sentimento geral.

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Torcida resignada e atmosfera desoladora

Na torcida, há mais resignação do que revolta. Prova disso é o público presente no Beira-Rio: contra o Cruzeiro, apenas doze mil testemunhas oculares. A atmosfera é tão desoladora que o próprio vice-presidente admite a falta de ânimo para comparecer. O clube não consegue mais manter um discurso de mobilização. A cada rodada, a presença diminui, refletindo a perda de esperança.

Perspectivas sombrias

Para piorar, os próximos adversários são Flamengo e Palmeiras, dois dos times mais fortes do campeonato. O Internacional é a única equipe que não somou um ponto sequer após a parada para a Copa, e a tendência é de continuar a queda. Comparado a outros times que brigam contra o rebaixamento, o colorado perde em dinheiro, elenco e poder de reação. O Grêmio tem um elenco mais qualificado, o Vasco corre atrás de reforços, e até o Santos, igualmente combalido, tem algum fôlego. O Inter, porém, parece entregue à própria sorte, à deriva nas marolas do Guaíba. Nem mesmo a presença do técnico Abel Braga, agora no Beira-Rio, parece capaz de invocar forças místicas para evitar o que se anuncia inevitável: a volta à Série B.

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