Brasil vence Japão e enfrenta Itália na semi da Liga das Nações Feminina de Vôlei
Brasil vence Japão e enfrenta Itália na semi da VNL

O Brasil venceu o Japão por 3 sets a 1 na última quarta-feira e garantiu vaga na semifinal da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL) de 2026. A equipe agora enfrenta a Itália, atual tricampeã da competição, na madrugada de sábado, às 5h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pela getv e sportv2.

Retrospecto recente pesa contra o Brasil

O confronto contra a Itália é marcado por uma rivalidade histórica. Nos últimos quatro encontros entre as seleções, o Brasil venceu apenas uma vez, no tie-break e contra as reservas italianas, durante a primeira fase da VNL 2026, em junho. Na ocasião, a Itália vinha de uma sequência de 39 vitórias consecutivas. O Brasil aproveitou a ausência de estrelas como Paola Egonu, Alessia Orro e Anna Danesi para vencer por 3 sets a 2.

No histórico geral entre as duas equipes em VNL e Mundiais, são 13 partidas, com sete vitórias brasileiras e seis italianas. Considerando apenas os jogos da VNL desde 2018, o equilíbrio é total: cinco vitórias para cada lado.

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Ascensão italiana e domínio recente

A Itália consolidou-se como potência a partir da criação da Liga das Nações, em 2018, conquistando os títulos de 2022, 2024 e 2025. Nas Olimpíadas de Paris 2024, as italianas levaram o ouro, enquanto o Brasil ficou com o bronze, após derrota para os Estados Unidos na semifinal e vitória sobre a Turquia na disputa pelo terceiro lugar.

O momento mais doloroso da rivalidade recente foi no Mundial da Tailândia, em 2025, quando a Itália eliminou o Brasil na semifinal no tie-break, por 15 a 13. O Brasil, então, conquistou o bronze ao vencer o Japão, somando sua sexta medalha em mundiais, mas ainda sem o ouro.

Brasil desfalcado, mas embalado

Para a semifinal, o Brasil não contará com duas de suas principais jogadoras: Gabi Guimarães, segunda melhor do mundo em 2025, está fora por desconforto na região lombar, e Julia Kudiess, maior bloqueadora da Liga, sofreu lesão no ligamento cruzado anterior e está afastada por tempo indeterminado. Mesmo assim, a equipe terminou a primeira fase em terceiro lugar, com nove vitórias e três derrotas (para França, Tailândia e Estados Unidos), atrás apenas de Itália (2º) e Estados Unidos (1º).

A Itália, por sua vez, virá com força máxima, incluindo a oposta Paola Egonu, eleita melhor jogadora do mundo em 2024, além de Antropova, Orro e Danesi.

Histórico de rivalidades do Brasil

A seleção feminina brasileira, bicampeã olímpica (2008 e 2012) e dona de 12 títulos do extinto Grand Prix, já enfrentou grandes rivais ao longo de sua história. Nos anos 1990, o maior desafio era Cuba, que eliminou o Brasil na polêmica semifinal de Atlanta 1996. Nos anos 2000, a Rússia protagonizou um dos episódios mais dramáticos, ao virar o jogo contra o Brasil na semifinal de Atenas 2004, salvando cinco match points. A redenção veio com os ouros em Pequim 2008 e Londres 2012.

Já a Itália, apesar do ouro no Mundial de 2002, demorou a se firmar como potência, sendo vice-campeã do Grand Prix em 2004, 2005 e 2017. A virada veio com a VNL, quando o investimento nas categorias de base começou a render frutos na equipe principal.

A semifinal deste sábado representa uma oportunidade para o Brasil escrever um novo capítulo nessa rivalidade e buscar o inédito título da VNL.

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