Brasil busca fim de jejum na Liga das Nações de vôlei feminino
Brasil busca fim de jejum na Liga das Nações de vôlei feminino

A seleção feminina de vôlei vive um momento ambíguo nos últimos anos. Por um lado, foi ao pódio em todas as últimas competições - prata em Tóquio 2021 e bronze em Paris 2024 nas Olimpíadas, bronze no Mundial e prata na Liga de 2025. Por outro, não conquista um título intercontinental desde o Grand Prix de 2017. E essa fase final da Liga das Nações, que tem início nesta quarta-feira, ilustra bem isso. O Brasil chega favorito ao pódio, mas não ao título na competição.

Itália é a grande favorita

A Itália está com uma hegemonia grande no vôlei feminino. É atual campeã olímpica, mundial e da Liga e tem o melhor elenco, com as jogadoras mais qualificadas. Nesta Liga, é verdade, a equipe perdeu uma invencibilidade de dois anos, ao ser derrotada pelo Brasil. Mas, na ocasião, jogou sem as titulares. É a seleção favorita ao título.

Estados Unidos e Brasil na briga

Os Estados Unidos têm corrido atrás da Itália nesses últimos anos, ficaram com a prata nas Olimpíadas de 2024 e líder da fase de classificação. É uma equipe que está em um nível abaixo da Itália, mas um pouco acima do Brasil, que estará desfalcado nessa Liga.

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O Brasil chega como terceira força, principalmente por conta dos desfalques: Gabi, Ju Kudiess e Nyeme não estarão na fase final. Gabi é uma das melhores jogadoras do mundo e faria falta a qualquer seleção. A expectativa é poder contar com ela para o Sul-Americano, que será em setembro, no Rio de Janeiro. E Ju Kudiess tem jogado muito bem e é a melhor bloqueadora do mundo.

Desfalque duplo: Nyeme também está fora

Muito se fala das ausências de Gabi e Ju Kudiess, mas uma terceira titular também não estará na competição: a líbero Nyeme. Fora da equipe em 2025, quando engravidou, optou em 2026 por só jogar a fase brasileira da Liga. E foi muito bem nos quatro jogos, tanto na defesa como no passe, e ainda tem uma característica extra: sabe levantar muito bem, quando necessário.

Quartas de final contra o Japão

O jogo de quartas de final contra o Japão será difícil, mas o Brasil aparece como favorito. A levantadora titular - seja Roberta ou Macris - precisará saber distribuir bem as bolas, para não sobrecarregar as ponteiras. Jogar com as centrais, provavelmente Diana e Luzia, será essencial. Por fim, José Roberto precisa achar a oposta ideal, que ainda não foi encontrada na fase de classificação. Pode ser Rosamaria, ou trazer Ana Cristina para essa posição, ou mesmo utilizar a Kisy.

Potencial com elenco completo

Se o Brasil tivesse completo, com Gabi, Ju Kudiess e Nyeme, a seleção estaria quase no mesmo patamar da Itália, e já acima dos Estados Unidos. A questão é que, infelizmente, José Roberto Guimarães ainda não conseguiu, neste ciclo, ter o elenco com 100% de força. Ano passado, Ana Cristina se lesionou e não jogou o Mundial, que a seleção terminou com o bronze.

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