A campanha da França na Copa do Mundo de 2026 foi marcada por uma crise interna nos bastidores, com atritos entre jogadores, comissão técnica e a Federação Francesa de Futebol (FFF), segundo reportagem do jornal L'Équipe. Kylian Mbappé, artilheiro do torneio com 10 gols, teve papel central como líder do elenco, negociando melhorias e pressionando dirigentes.
Conflitos e desentendimentos
De acordo com a apuração, o ambiente na seleção francesa foi tenso desde o início da competição. Jogadores reclamaram das condições de trabalho, premiações e da postura da federação. A comissão técnica, liderada por Didier Deschamps, também enfrentou resistência de parte do elenco. As divergências se intensificaram após a derrota na final para o Brasil, por 3 a 2.
Mbappé como interlocutor
Kylian Mbappé assumiu o papel de porta-voz dos atletas, conduzindo negociações diretas com a FFF. Ele cobrou melhores estruturas de treino, bônus mais altos e maior transparência na gestão. A reportagem afirma que o craque chegou a ameaçar não participar de amistosos caso as demandas não fossem atendidas.
Saída de Deschamps
Didier Deschamps anunciou sua saída do comando da seleção após 14 anos, citando um "clima insuportável" nos bastidores. O técnico, que levou a França ao título em 2018 e ao vice em 2022 e 2026, afirmou que as relações com a federação e alguns jogadores se deterioraram. "Não havia mais condições de continuar", disse em entrevista ao L'Équipe.
Impacto e futuro
A crise expõe as fragilidades na gestão do futebol francês. A FFF já iniciou a busca por um novo técnico, com nomes como Zinedine Zidane e Christophe Galtier cotados. Mbappê, por sua vez, segue como principal referência da equipe, mas sua relação com a entidade segue abalada.



