O Bahia não teve desempenho brilhante na noite da última sexta-feira, em seu retorno oficial aos gramados depois da pausa da Copa do Mundo, mas venceu e mostrou novidades no 2 a 0 sobre a Chapecoense, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Com gols de Rodrigo Nestor, de pênalti, e Román Gómez, de cabeça, o Tricolor somou três pontos importantes e se aproximou do G-5 do Campeonato Brasileiro.
Novidades táticas: Erick Pulga em nova função
Sem poder usar os reforços Guido Herrera, Marco Moreno e Alejo Véliz, que não foram regularizados, Rogério Ceni escalou o Bahia com uma única mudança em relação ao time que iniciou o amistoso contra o Fluminense. O lateral-direito Román Gómez assumiu a lateral direita no lugar de Marcos Victor. Everton Ribeiro voltou a ser relacionado depois de se recuperar de problema físico e começou no banco, assim como Jean Lucas e Caio Alexandre, confirmando que o badalado trio de meio-campo, que atua junto desde 2024, está neste momento atrás de Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor. O time titular foi: Ronaldo; Roman Gomez, David Duarte, Ramos Mingo e Zé Guilherme; Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor; Ademir, Erick Pulga e Willian José.
O novo posicionamento de Erick Pulga ficou claro desde os primeiros minutos. O atacante atuou mais por dentro, como um segundo jogador ao lado de Willian José, mas que ataca as costas da defesa adversária, enquanto o centroavante volta como um pivô ou falso nove. Foi de dentro da área que Pulga garantiu um pênalti ao chegar primeiro na bola que a marcação e ser derrubado. A cobrança da penalidade foi convertida por Rodrigo Nestor aos 11 minutos do primeiro tempo.
Gol de bola parada e domínio na posse
Com o placar favorável, o Bahia teve paciência para ficar com a posse da bola e passar boa parte do primeiro tempo no campo adversário, mas sem criar chances perigosas de pé em pé. A principal alternativa ofensiva continuou sendo as arrancadas de Erick Pulga nas costas da defesa. O segundo gol foi construído em bola parada, por meio de David Duarte. Foi do zagueiro o cabeceio para o meio depois de cobrança de escanteio, e Román Gómez balançou a rede para justificar a escolha de Ceni em escalá-lo como titular, aos 33 minutos.
Segundo tempo e nova função de Everton Ribeiro
Na segunda etapa, o Bahia teve mais espaços para explorar no campo de ataque, uma vez que a Chapecoense saiu mais para o jogo. Além disso, o time de Rogério Ceni se manteve dominante na posse de bola. Apesar do momento positivo, não houve novas oportunidades claras de gol. O jogo ganhou outro ingrediente ruim: o sistema de defesa permitiu algumas chegadas do adversário, e o goleiro Ronaldo precisou trabalhar com boa defesa depois de chute de fora da área, algo que aconteceria novamente nos minutos finais.
Depois dos 20 minutos, Ceni fez duas trocas ao promover as entradas de Everton Ribeiro e Kauê Furquim nos lugares de Willian José e Ademir, respectivamente. Com isso, Everton jogou como falso nove, sem responsabilidades de marcação. O camisa dez melhorou a qualidade na construção ofensiva e ajudou a encontrar espaços nas proximidades da área em momento que o Bahia teve chute cruzado de Acevedo não aproveitado, além de poucas tentativas que terminaram em tomadas de decisões erradas. Depois, sem mudar o posicionamento tático do time, Rogério Ceni ainda colocou Jean Lucas e Everaldo nas vagas de Nestor e Pulga, respectivamente. Nos minutos finais, Marcos Victor substituiu David Duarte na zaga.
Impacto na tabela e próximo desafio
O Bahia ao menos venceu jogo atrasado contra o lanterna do Brasileirão e se aproximou do G-5 (sexto colocado com 29 pontos). Agora, é tentar ser aquele time criativo que chamou atenção na temporada passada como mandante. O próximo jogo, no entanto, vai ser fora de casa. O Tricolor vai encarar o Atlético-MG, adversário da 19ª rodada do Brasileirão nesta terça-feira, às 19h30 (de Brasília), na Arena MRV.



