Bahia rejuvenescido: média de idade de 25,9 anos e nova formação tática
Bahia rejuvenescido: média de 25,9 anos e nova tática

O Bahia entrou em campo contra o Corinthians no último domingo com a menor média de idade registrada até agora na edição 2026 do Campeonato Brasileiro: 25,9 anos. A escalação titular teve apenas dois jogadores com mais de 30 anos — David Duarte (31) e Ademir (31) — enquanto nomes como Everton Ribeiro (37) e Willian José (34) começaram no banco de reservas.

Escalação rejuvenescida

O técnico Rogério Ceni promoveu diversas mudanças em relação ao primeiro semestre. A lateral direita, por exemplo, passou a ser ocupada por Román Gómez (22), que assumiu a titularidade após a saída de Gilberto (33) e o deslocamento de Acevedo (27) para o meio-campo. No gol, o retorno de Ronaldo (29) também reduziu a idade média, já que durante sua ausência a meta foi defendida por Léo Vieira (35).

O ataque ganhou o reforço do argentino Alejo Véliz (22), que fez sua estreia oficial pelo clube. Na esquerda, Zé Guilherme (21) foi o titular, substituindo o lesionado Luciano Juba (26). Zé Guilherme já havia sido titular contra o Botafogo antes da pausa para a Copa do Mundo e manteve a posição na volta da competição.

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Comparação com time mais experiente

O contraste com a formação mais velha usada na temporada é evidente. Na 16ª rodada, contra o Grêmio, o Bahia teve média de idade de 30,5 anos. Naquela ocasião, atuaram como titulares: Léo Vieira (35), Gilberto (33), David Duarte (31), Kanu (29), Luciano Juba (26), Acevedo (27), Erick (28), Everton Ribeiro (37), Ademir (31), Erick Pulga (25) e Willian José (34).

Rogério Ceni explica as mudanças

Em entrevista coletiva após o empate com o Corinthians, Rogério Ceni comentou as alterações. "O Willian e Everton são extremamente técnicos, que crescem no sentido de distribuição de jogo, qualidade, posse e controle de jogo. Mas, em matéria de intensidade, o time do primeiro tempo entregou mais intensidade", afirmou. "Há jogos e jogos. Contra todo mundo você tem que ser intenso. Com os dois juntos perde um pouco a intensidade, principalmente se montar um 4-4-2, 4-2-3-1."

O treinador também destacou o processo de ajustes ao longo da temporada: "Eu tenho convicção que acredito em todos os meus jogadores. O Jean Lucas ficou fora antes da pausa. Mudamos um pouco a forma de jogar pré e depois da pausa. E a pausa serve para isso, para você rever algumas coisas." Sobre a continuidade de Rodrigo Nestor e a evolução de Erick Pulga, completou: "O campo sempre fala. Tem sistemas que você pode trocar, se ajustar. A gente tenta sempre ver o que acontece no campo."

Próximas alterações

Para o jogo contra o Fluminense, nesta quarta-feira, no Maracanã, o Bahia terá novas mudanças. Zé Guilherme está suspenso e deve dar lugar a Luciano Juba, recuperado de lesão. Na zaga, David Duarte também cumpre suspensão e pode ser substituído por Marcos Victor ou Kanu. A partida é válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 21h30 (horário de Brasília).

Com as alterações, o Bahia busca manter a intensidade que Rogério Ceni considera essencial, equilibrando juventude e experiência. A equipe baiana, que já contou com a entrada de Kauê no segundo tempo contra o Corinthians, segue em busca de consistência na competição nacional.

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