A ponteira Ana Cristina, de 22 anos, foi a grande destaque da vitória do Brasil por 3 sets a 1 sobre o Japão nas quartas de final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026, em Macau. Com 30 pontos, ela liderou a equipe e demonstrou estar em ótima forma para as finais da competição. O desempenho na última quarta-feira (22) foi fundamental para a seleção brasileira avançar à semifinal, onde enfrentará a poderosa Itália, atual campeã olímpica, mundial e da VNL.
Confiança para o clássico
A rival na busca por uma vaga na decisão será a Itália, que tem dominado o vôlei feminino nos últimos anos. O clássico acontecerá no próximo sábado, em horário ainda indefinido. Apesar do grande respeito, Ana Cristina acredita na força brasileira. 'A Itália é um time muito forte. Sabemos da qualidade, porque elas têm ganhado muitos campeonatos. Temos buscado evolução a cada jogo, confiamos em nós. Vai ser um grande jogo, um espetáculo. Daremos nosso melhor sempre', afirmou a atleta, que já conquistou duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024).
Inspiração na vitória recente
O Brasil se inspira no último encontro contra a Itália, pela primeira fase desta VNL, quando venceu por 3 sets a 2 em Brasília, no começo do mês passado. Na ocasião, as italianas viram acabar uma invencibilidade de 39 jogos. Para o duelo em Macau, o Brasil está desfalcado da central Júlia Kudiess, com ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, e da ponteira Gabi, que se recupera de um desconforto na região lombar. Gabi, considerada uma das melhores jogadoras do mundo, não disputou nenhuma partida nesta VNL. 'Perdemos algumas jogadoras muito importantes, e essa coletividade também nos faz jogar por elas. Elas queriam muito estar aqui. A cada dia, temos aprendido a jogar umas com as outras, ajudar. As meninas que entram têm se saído muito bem e até aumentado o nível. A vitória de hoje nos dá confiança de que estamos crescendo e de que vamos acreditar no título', disse Ana Cristina.
Júlia Bergmann e Luzia destacam força coletiva
Também em ótima fase, a ponteira Júlia Bergmann, que assinalou 24 pontos nas quartas, ressaltou a capacidade da seleção. 'É sempre um jogo difícil, mas chegamos a um nível em que conseguimos competir com qualquer equipe no mundo. Agora é descansar, comer e dormir bem e se preparar para a partida contra a Itália', afirmou a jogadora de 25 anos. A central Luzia, substituta de Júlia Kudiess, também se destacou e apontou o segredo para superar as italianas: 'É um adversário contra quem temos feito grandes jogos em todas as competições. Precisamos ter paciência, ser pragmáticas na parte tática. É um time com poder de ataque muito forte, e teremos que neutralizar isso.'



