A EasyJet, companhia aérea britânica de baixo custo, reportou uma queda de 70 pontos percentuais no lucro no trimestre encerrado em junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado reflete o impacto de custos operacionais elevados e desafios persistentes no setor de aviação, como a volatilidade dos preços dos combustíveis e a pressão sobre as tarifas.
Detalhes do desempenho financeiro
No trimestre encerrado em junho, o lucro antes de impostos da EasyJet caiu para 40 milhões de libras, ante 133 milhões de libras no mesmo período de 2025. A receita total, no entanto, apresentou leve alta de 2%, para 1,8 bilhão de libras, impulsionada pelo aumento no número de passageiros, que subiu 5% para 22 milhões. Apesar do crescimento na demanda, a margem operacional foi comprimida pelo aumento de 8% nos custos por assento, excluindo combustível, e pela alta de 12% nos gastos com combustível.
Segundo a empresa, os custos com pessoal e manutenção também pressionaram os resultados. O CEO da EasyJet, Johan Lundgren, afirmou: "Estamos enfrentando um ambiente operacional desafiador, com custos inflacionários em toda a cadeia. No entanto, a demanda por viagens continua forte, e estamos focados em eficiência operacional para mitigar esses impactos."
Contexto do setor aéreo
A queda no lucro da EasyJet ocorre em um momento de recuperação desigual no setor aéreo europeu. Enquanto a demanda por viagens de lazer se mantém robusta, as empresas enfrentam aumento nos custos de combustível, taxas aeroportuárias mais altas e restrições de capacidade devido a atrasos na entrega de aeronaves. A EasyJet, que opera principalmente na Europa, também sofre com a concorrência acirrada de rivais como Ryanair e Wizz Air.
Analistas do setor apontam que a companhia precisa continuar ajustando sua estratégia de preços e capacidade para proteger margens. A EasyJet anunciou planos de reduzir custos fixos em 100 milhões de libras até o final do ano fiscal, por meio de otimização de rotas e renegociação de contratos.
Perspectivas para o próximo trimestre
Para o trimestre encerrado em setembro, a EasyJet espera que a demanda continue forte, especialmente durante o verão europeu, mas alerta que a volatilidade dos preços dos combustíveis e as incertezas macroeconômicas podem impactar os resultados. A empresa projeta uma taxa de ocupação de 91% para o trimestre, acima dos 89% registrados no mesmo período de 2025. Lundgren destacou: "Estamos confiantes em nossa estratégia de longo prazo, mas permanecemos cautelosos quanto ao curto prazo devido ao ambiente de custos."



