O goleiro cabo-verdiano Vozinha, cujo nome real é Josimar José Évora Dias, pode enfrentar um obstáculo regulamentar para usar seu apelido na camisa do Colo Colo. A primeira divisão chilena exige que os jogadores utilizem o sobrenome paterno ou materno nas camisas, proibindo apelidos. A situação ganhou destaque após sua atuação na Copa do Mundo de 2026, quando foi um dos destaques da seleção de Cabo Verde.
Regra da ANFP impede apelidos
A regra, estabelecida pela Associação Nacional do Futebol Profissional do Chile (ANFP), determina que todos os jogadores devem usar o sobrenome de família. A medida visa padronizar as identificações e evitar confusões, mas jogadores conhecidos por apelidos, como Vozinha, podem ter sua imagem e marketing pessoal afetados. O Colo Colo, clube que anunciou a contratação do goleiro, já estuda um pedido de exceção à ANFP.
Impacto na carreira e marketing
Vozinha, que significa "vozinha" em português, é um apelido carinhoso que o acompanha desde as categorias de base. A impossibilidade de usá-lo na camisa pode reduzir o reconhecimento da torcida e o valor de mercado do atleta. Especialistas em marketing esportivo apontam que apelidos são importantes para a construção de marcas pessoais no futebol moderno.
O goleiro, de 32 anos, já atuou em clubes de Portugal e Turquia, onde usava o apelido sem problemas. No Chile, a rigidez da regra pode gerar um precedente caso a exceção seja negada. O Colo Colo, por sua vez, busca evitar polêmicas e garante que está em diálogo com a federação.
Próximos passos
A decisão da ANFP deve sair antes do início do Campeonato Chileno, previsto para agosto. Enquanto isso, Vozinha segue treinando com o elenco e já foi apresentado oficialmente. Caso a exceção não seja concedida, o goleiro terá que usar "Dias" ou "Évora" nas costas, opções que não carregam o mesmo apelo popular.



