Evaristo de Macedo recorda histórias do ex-companheiro Di Stéfano
Evaristo de Macedo recorda histórias de Di Stéfano

Evaristo de Macedo, ex-jogador brasileiro, compartilhou memórias de Alfredo Di Stéfano, um dos maiores nomes do futebol mundial. Di Stéfano, que nasceu em Buenos Aires e brilhou no Real Madrid, é o elo entre as seleções de Espanha e Argentina, que decidem a final da Copa do Mundo de 2026. Apesar de ter jogado partidas oficiais por ambos os países, a grande lacuna em sua carreira foi nunca ter disputado uma Copa do Mundo.

A trajetória de Di Stéfano na Argentina e Colômbia

Nascido em 4 de julho de 1926, Di Stéfano explodiu no River Plate em 1947, após empréstimo ao Huracán. Liderou o time ao título argentino e foi artilheiro com 27 gols. Apelidado de "A Flecha Loira", estreou na seleção argentina em 1947, jogando seis vezes e marcando seis gols, todos pelo Sul-Americano de seleções. Em 1949, uma greve geral de jogadores argentinos, liderada por ele, exigiu salário mínimo, extinção do passe e assistência médica. Sem acordo, muitos deixaram o país; Di Stéfano foi para o Millonarios, da Colômbia, onde se naturalizou colombiano.

Problemas com as Copas de 1950 e 1954

A Argentina recusou-se a participar das eliminatórias da Copa de 1950, pois Jules Rimet prometera que o país sediaria o Mundial de 1942, cancelado pela guerra. O presidente Juan Domingo Perón proibiu a disputa, estendendo o veto a 1954. Já a Colômbia não pôde disputar as eliminatórias devido a problemas entre federação e clubes, que formaram uma "liga pirata". Assim, Di Stéfano ficou de fora dos dois Mundiais, mesmo tendo seis partidas oficiais pela Argentina e três amistosos pela Colômbia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A frustração com a Espanha

Em 1953, Di Stéfano deixou o Millonarios como ídolo, com 267 gols em 292 partidas, e foi para o Real Madrid. Lá, tornou-se lenda: cinco títulos da Champions League e oito do Campeonato Espanhol, com 308 gols em 396 jogos. Naturalizou-se espanhol em 1957, aos 30 anos. Nas eliminatórias para a Copa de 1958, a Espanha começou mal, com empate com a Suíça e derrota para a Escócia. Apesar de golear nos dois jogos seguintes, a Escócia classificou-se.

O quase na Copa de 1962

Para a Copa de 1962, a Espanha passou por Gales e Marrocos na repescagem. Di Stéfano, mesmo aos 35 anos, marcou três gols em quatro jogos. No entanto, sofreu uma lesão 17 dias antes do torneio. A federação espanhola o levou ao Chile, mas na última rodada do Grupo 3, Brasil e Espanha se enfrentavam. A Espanha fez 1 a 0 e sofreu um pênalti claro, mas Nilton Santos derrubou Enrique Collar dentro da área e deu um passo para fora, enganando o árbitro. Amarildo marcou duas vezes, o Brasil venceu por 2 a 1, e Di Stéfano voltou sem realizar o sonho de jogar uma Copa do Mundo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar