Quando o árbitro apitou o fim do jogo entre França e Espanha, veio à mente o estádio Sarriá, onde o Brasil foi eliminado em 1982 pela Itália. Mas a atual Espanha supera aquela Itália. A França, com seu quarteto ofensivo histórico, não conseguiu sequer finalizar ao gol. A Espanha chega a 37 jogos sem perder, sofreu apenas um gol no torneio e é campeã europeia.
Yamal e a direita espanhola decidem
O caminho da Espanha foi aberto pelo confronto Yamal x Digne. No primeiro gol, pênalti de Digne em Yamal. No segundo, Porro fez um 1-2 com Olmo e saiu na cara do gol. Digne não conseguiu conter as investidas.
Cucurella anula Dembélé
Cucurella teve atuação gigantesca, tanto na marcação quanto no apoio. Dembélé, considerado o melhor jogador do mundo, simplesmente não jogou. Em uma jogada, Mbappé se preparava para finalizar e Cucurella apareceu para mandar a córner.
Cubarsí e Laporte param Mbappé
O jovem zagueiro Cubarsí, de 19 anos, foi fundamental. Mbappé mal tocou na bola, graças ao trabalho defensivo espanhol. Laporte também se destacou.
Rodri rege o meio-campo
Rodri deu um recital no meio-campo, controlando o jogo como se estivesse de fraque e cartola. Olise foi substituído por cansaço, sem conseguir criar. O técnico De La Fuente montou um meio-campo com cinco jogadores, superioridade numérica que a França não conseguiu neutralizar.
A Espanha do tiki-taka em 2010 não tinha pontas; a de 2024 acrescentou Yamal e Nico Williams. A seleção se aproxima do bi mundial, mas falta a final. Se enfrentar Messi no MetLife Stadium, não será zebra.
Curiosamente, o melhor time francês, o Paris Saint-Germain, joga com imposição espanhola e é treinado por um espanhol, Luis Henrique, que trocou individualidades por jogo coletivo.



