Alfredo Di Stéfano, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, nunca disputou uma Copa do Mundo. No entanto, sua trajetória conecta de forma simbólica os dois finalistas do Mundial de 2026: Argentina e Espanha. Nascido em Buenos Aires, Di Stéfano se naturalizou espanhol e brilhou no Real Madrid, onde conquistou cinco Ligas dos Campeões consecutivas.
Uma carreira marcada por burocracias e lesões
A ausência de Di Stéfano em Copas do Mundo se deve a uma série de fatores. Na década de 1950, a FIFA impedia jogadores de defenderem mais de uma seleção em Mundiais, e Di Stéfano já havia atuado pela Argentina em 1947. Além disso, uma lesão o impediu de participar do torneio de 1962, quando já era espanhol. O jornalista Maxi Kronemberg, especialista em futebol argentino, destaca: "Di Stéfano é um símbolo do futebol argentino, mas sua história se confunde com a do Real Madrid e da seleção espanhola. Ele representa a ponte entre esses dois países."
O legado de Di Stéfano no futebol mundial
Di Stéfano é frequentemente comparado a Lionel Messi e Pelé. Em sua carreira, marcou mais de 300 gols pelo Real Madrid e foi eleito duas vezes Bola de Ouro. Sua versatilidade em campo, atuando tanto como atacante quanto como meio-campista, revolucionou o futebol. Para Kronemberg, "Di Stéfano torceria pela Argentina na final de 2026. Ele nunca esqueceu suas origens, mesmo tendo se tornado um ícone espanhol."
A final de 2026: Argentina x Espanha
A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, terá sua final entre Argentina e Espanha. O confronto reacende a memória de Di Stéfano, que personifica a rivalidade amistosa entre os dois países. "É uma final que celebra a história do futebol. De um lado, a Argentina de Messi; do outro, a Espanha que se inspira no estilo de jogo de Di Stéfano", afirma Kronemberg.
Números e curiosidades
Di Stéfano disputou 31 partidas pela seleção argentina (6 gols) e 31 pela espanhola (23 gols). Pelo Real Madrid, são 396 gols em 510 jogos. Sua ausência em Copas é um dos grandes 'ses' do futebol. "Se ele tivesse jogado um Mundial, talvez hoje fosse lembrado como o maior de todos", conclui o jornalista.



