Gabriel Bortoleto voltou a marcar pontos pela Audi ao receber a bandeirada do GP da Bélgica na oitava colocação, igualando o melhor resultado da história da equipe estreante na F1 – o próprio brasileiro havia conquistado esta posição na etapa anterior, em Silverstone. A prova em Spa-Francorchamps, no entanto, foi classificada como a melhor do ano para o brasileiro, conforme Bortoleto contou em entrevista exclusiva ao ge.globo após a corrida.
Melhor corrida do ano
“Foi a melhor corrida que eu fiz pela Audi. Hoje conseguimos tirar mais do que deveria do carro, ainda mais em uma pista como essa, onde era para a gente ficar atrás das Racing Bulls e até talvez das Alpines com a velocidade de reta que eles têm. Mas acho que todo mundo trabalhou muito bem esse final de semana e a gente conseguiu extrair mais do que deveria. Eu estou muito feliz com isso”, celebrou.
A comemoração do resultado foi ainda maior neste GP porque a Audi convidou mais de 300 funcionários da equipe de F1, que trabalham na fábrica, sem vir nas corridas, para assistir de perto o GP da Bélgica em uma arquibancada localizada perto da curva Eau Rouge.
Apoio da torcida da Audi
Falando da alegria de dar um bom resultado na frente de quem está batalhando para deixar o time mais competitivo a cada GP, Bortoleto mostrou confiança no projeto de médio e longo prazo da Audi, esperando um futuro promissor do time na F1: “Não tenho como descrever o grande apoio da Audi. Ontem, eram umas 21h, eu passei lá na Eau Rouge onde eles estavam e encontrei com esta torcida, com uma energia que é impossível explicar. Esse pessoal da equipe é insano, o quão apaixonados por corrida eles são e o quão motivados eles estão para colocar esse carro no topo. Eu não tenho dúvida que, em breve, muito em breve, a gente vai ser uma equipe para lutar por vitória e título. Porque começar o primeiro ano como a equipe começou agora é impressionante.”
Estratégia e ritmo de prova
O ritmo de prova do brasileiro foi elogiado pela equipe após a prova, e Bortoleto destacou que o resultado não foi fruto de sorte, mesmo que tenha parado durante um Virtual Safety Car. “Sendo bem sincero, não foi sorte. Todo mundo começou a ter desgaste de pneu e a gente tem um carro bom que consegue durar um pouco mais com os pneus. A gente sabia que também o único jeito de a gente sair do meio daquela briga era ir mais longo no primeiro stint, e foi o que a gente fez. Aconteceu um Virtual Safety Car antes e a gente não conseguiu pegar ele, a gente teve que esperar um outro e a gente conseguiu utilizar a nosso favor. A gente se colocou na posição de estar mais longo no primeiro stint e aproveitar a oportunidade.”
Expectativas para a Hungria
Por fim, o brasileiro acredita que pode emendar a terceira corrida seguida nos pontos já na próxima etapa, em Budapeste, onde ele conquistou seu melhor resultado na F1, com o sexto lugar obtido com a Sauber em 2025, seu ano de estreia na F1: “A chance de a gente andar melhor lá do que a gente andou aqui é muito maior e, a não ser que algo novo apareça e a gente se surpreenda, mas eu não vejo isso possivelmente acontecendo. A gente pode ser a melhor equipe do meio do pelotão ali na Hungria, mas ainda assim o espaço para as equipes da frente é grande. Então, vamos dar o nosso melhor.”



