BYD e chinesas invadem Festival de Goodwood com superesportivo de 1.600 cv
BYD e chinesas dominam Goodwood com esportivo de 1.600 cv

O Festival de Velocidade de Goodwood 2026, realizado até 12 de julho em West Sussex, Inglaterra, testemunhou uma invasão asiática sem precedentes. Montadoras chinesas como BYD, Denza e Omoda Jaecoo ocuparam espaços de destaque, desafiando a tradição de um evento que nasceu em 1993 da vontade do Duque de Richmond, Charles Gordon-Lennox, de reviver as corridas no Circuito de Goodwood, proibidas desde 1966.

BYD e Denza: o maior estande da história do festival

A BYD, por meio de suas marcas própria, Denza e Yangwang, montou o maior estande já construído por uma montadora em toda a história do festival. Stella Li, vice-presidente internacional da BYD, realizou coletiva de imprensa ao lado do ex-piloto de Fórmula 1 Jenson Button, que elogiou o comportamento dinâmico do superesportivo elétrico Denza Z, com impressionantes 1.600 cv de potência. O objetivo declarado era lançar a marca Denza no mercado britânico, mas a meta implícita era conferir à empresa chinesa, de pouco mais de 30 anos, uma força cultural no maior festival de velocidade do mundo. Stella Li também confirmou a intenção da BYD de entrar na Fórmula 1.

Omoda Jaecoo e a presença chinesa silenciosa

Menos vocal, a Omoda Jaecoo, marca chinesa mais vendida no mercado britânico, não montou um estande gigante, mas realizou o transporte de visitantes entre atrações do evento. A MG, tradicional marca britânica hoje controlada por capital chinês, também ocupou espaço nobre de exposição, evidenciando a lógica de mercado da China.

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Goodwood: um evento de elite e tradição

O Festival de Goodwood atrai um público de entusiastas com alto poder aquisitivo, que desembolsam de 72 a 1.200 libras (cerca de R$ 495 a R$ 8,2 mil) nos ingressos. O evento conta com patrocínio de marcas de luxo como Cartier e Veuve Clicquot, além de gigantes automotivas como Renault, BMW, Rolls-Royce, Ferrari, Land Rover e Ford. Em 2026, essas marcas dividiram espaço com as recém-chegadas montadoras chinesas.

O desafio cultural das chinesas

Embora as fabricantes chinesas demonstrem capacidade de fazer bons carros e oferecer novas tecnologias, ainda lhes falta o legado de anos de história, a memória afetiva e a trajetória em competições que as marcas tradicionais ostentam. No entanto, a presença em Goodwood e os planos de entrar na F1 mostram que os chineses não pretendem deixar essa frente descoberta.

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