Brasil perde final da VNL feminina para Turquia e amplia jejum de títulos
Brasil perde final da VNL feminina para Turquia e amplia jejum

A seleção brasileira feminina de vôlei foi derrotada pela Turquia por 3 sets a 1 na final da Liga das Nações (VNL) de 2026, disputada no domingo (26). Com o resultado, o Brasil ampliou para cinco o número de vices no torneio, criado em 2018, e segue sem conquistar o título. A última vitória em competição intercontinental foi o Grand Prix de 2017.

Regularidade contrasta com falta de ouros

O Brasil é o país com mais finais de VNL feminina (cinco), mas nunca levantou a taça. Apesar do jejum, a equipe mantém presença constante no pódio. Desde 2017, além das cinco finais de VNL, o Brasil subiu ao pódio olímpico duas vezes (prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024), foi vice-campeão mundial em 2022 e terceiro colocado em 2023.

Para o comentarista Marco Freitas, a regularidade é um ponto forte, mas o peso do jejum gera ansiedade. "A seleção brasileira é a mais regular do mundo neste momento. Nenhuma outra equipe chegou a tantas fases decisivas nos últimos anos. Então, o maior desafio é não deixar a ansiedade atrapalhar as campanhas", avaliou o comentarista em entrevista ao ge.

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Ansiedade e lesões marcam campanha

A ex-jogadora Fabi Alvim, bicampeã olímpica, concorda que o jejum virou um fardo. "Acho que o jejum está virando um peso. Em muitos momentos, bate uma ansiedade. Na VNL deste ano, senti o Brasil mais leve contra a Itália (na semifinal) do que na final contra a Turquia, quando tínhamos boas chances de título", analisou.

Além da pressão emocional, o Brasil lidou com desfalques importantes. A capitã Gabi não disputou a VNL por desconforto lombar. A central Júlia Kudiess sofreu lesão no ligamento cruzado anterior e perdeu a reta final. Tainara também se machucou, e a líbero Nyeme desfalcou a equipe em jogos para ficar com a filha pequena. Apesar disso, nomes como Ana Cristina e Julia Bergmann se destacaram.

Perspectivas para o futuro

O próximo compromisso da seleção é o Campeonato Sul-Americano, em setembro, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, que dará vaga para as Olimpíadas de Los Angeles-2028. Marco Freitas projeta evolução: "Para mim, o ápice será no Mundial do ano que vem. O Brasil vai entrar de igual para igual com Itália, Estados Unidos e Turquia. É o único título que falta para o Zé (técnico José Roberto Guimarães)".

Fabi Alvim também vê copo meio cheio: "A maneira como o time se comportou, sem a presença da Gabi, foi positiva. Ela é a líder, mas as outras jogadoras conseguiram se organizar. O Brasil se manteve entre os melhores do mundo, mesmo com desfalques". Para ela, a prata deste ano tem sabor de ouro.

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