A seleção alemã de futebol amarga mais um vexame em Copas do Mundo. Pelo terceiro torneio consecutivo, a equipe foi eliminada precocemente, desta vez já na fase de grupos. O desempenho pífio reacende o debate sobre a crise no futebol alemão, que parece não encontrar rumo mesmo após a reformulação pós-2014.
O naufrágio alemão na Rússia, Catar e agora
Desde o título de 2014, a Alemanha não passa das oitavas de final. Em 2018, na Rússia, caiu na primeira fase. Em 2022, no Catar, repetiu o desempenho. Agora, em 2026, nova eliminação precoce. O técnico, que assumiu após a saída de Hansi Flick, não conseguiu dar liga ao time.
“É um padrão preocupante. Não se trata apenas de resultados, mas da falta de identidade e de um projeto de longo prazo”, analisou o comentarista esportivo Jürgen Kohler, ex-jogador da seleção.
Falta de renovação e geração envelhecida
A base da seleção alemã ainda conta com nomes como Manuel Neuer, Thomas Müller e Ilkay Gündogan, todos acima dos 30 anos. A renovação prometida após 2022 não se concretizou. Jovens como Jamal Musiala e Florian Wirtz não tiveram o impacto esperado.
Dados da Federação Alemã de Futebol (DFB) mostram que a média de idade do elenco é de 28,5 anos, a mais alta entre as seleções eliminadas na fase de grupos. Além disso, o país não produziu um centroavante de nível mundial desde Miroslav Klose.
Impacto nos bastidores e na torcida
A eliminação gerou protestos da torcida nas redes sociais e críticas à diretoria da DFB. O presidente da federação, Bernd Neuendorf, afirmou que “é preciso uma reestruturação profunda” e que “o futebol alemão precisa se reinventar”.
O fracasso também tem impacto financeiro. A Alemanha deixará de embolsar cerca de 10 milhões de euros em premiações por não avançar no torneio. Patrocinadores já sinalizam insatisfação com a imagem da seleção.
O que esperar para o futuro?
Especialistas apontam que a Alemanha precisa de um plano de desenvolvimento de base consistente, similar ao que fez após o fracasso na Euro 2000. Naquela época, o país investiu em centros de formação e colheu frutos com o título de 2014. Agora, o ciclo se inverteu.
“O futebol alemão está pagando por anos de negligência na formação de jogadores. Enquanto outras seleções evoluíram, a Alemanha estagnou”, disse o ex-técnico Rudi Völler.
Com a Copa de 2026 já no horizonte, a DFB terá que agir rápido para evitar que o quarto fracasso consecutivo se torne realidade.



