CBF usa tecnologia de impedimento diferente da Fifa no Brasileirão
Impedimento semiautomático da CBF difere do da Fifa

A tecnologia de impedimento semiautomático estreou no Campeonato Brasileiro no último fim de semana, trazendo mais agilidade às decisões da arbitragem, mas também gerando dúvidas entre os torcedores. Desenvolvida pela empresa britânica Genius Sports, a ferramenta adotada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é diferente do sistema utilizado pela Fifa na Copa do Mundo de 2022 e em outros torneios internacionais. A principal diferença é a ausência de um sensor na bola, recurso presente no modelo da Fifa.

Como funciona o sistema da CBF?

O sistema da CBF utiliza um conjunto de câmeras de alta tecnologia posicionadas ao redor do campo para rastrear a posição dos jogadores e da bola em tempo real. De acordo com a CBF, o objetivo é reduzir o tempo de análise das jogadas de impedimento e diminuir a margem de erro humano. As câmeras capturam imagens em alta velocidade e, combinadas com inteligência artificial, determinam automaticamente se há ou não impedimento no momento do passe.

No entanto, o sistema não conta com um sensor na bola, ao contrário da tecnologia usada pela Fifa, que utiliza um chip integrado para enviar dados precisos sobre o momento exato do toque. Isso significa que, no caso do Brasileirão, a determinação do momento do passe depende exclusivamente da leitura óptica das câmeras, o que pode gerar interpretações diferentes em lances muito próximos. A CBF afirma que a precisão é suficiente para a maioria das jogadas, mas reconhece que pode haver controvérsias em situações marginais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Agilidade nas decisões

A estreia da tecnologia foi considerada positiva em termos de agilidade. Segundo a CBF, o tempo médio de análise para lances de impedimento caiu de cerca de 30 segundos para menos de 10 segundos com o novo sistema. Em entrevista ao site oficial da entidade, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, destacou que “a tecnologia veio para ajudar a arbitragem e tornar o jogo mais justo”. Ainda assim, torcedores relataram confusão durante as partidas, especialmente porque a ausência de sinal sonoro ou aviso imediato no estádio gerou incerteza sobre a validade dos gols.

No jogo entre Flamengo e Palmeiras, por exemplo, um gol foi anulado por impedimento após revisão semiautomática, mas a demora na exibição do replay gerou reclamações nas redes sociais. A CBF esclareceu que o sistema está em fase de ajustes e que novas melhorias serão implementadas nas próximas rodadas.

Comparação com o sistema da Fifa

A tecnologia da Fifa, utilizada na Copa do Mundo do Catar, conta com 12 câmeras de rastreamento e um sensor na bola que emite 50 sinais por segundo para determinar o momento exato do passe. Já o sistema da Genius Sports, adotado pela CBF, utiliza um número variável de câmeras (entre 8 e 12, dependendo do estádio) e não tem sensor na bola. Isso torna o sistema mais barato e fácil de implementar, mas potencialmente menos preciso em lances de milímetros.

Especialistas consultados pela reportagem apontam que a diferença pode ser relevante em jogadas de alto nível, onde a margem de erro é mínima. No entanto, a CBF defende que a eficiência do sistema é comparável à da Fifa, já que as câmeras de última geração conseguem captar o movimento da bola com precisão suficiente. A entidade também informou que, em breve, pretende adotar um sistema híbrido que combine câmeras com sensores na bola, mas não há prazo definido.

Impacto para o futebol brasileiro

A adoção do impedimento semiautomático no Brasileirão representa um passo importante para a modernização do futebol nacional. Segundo a CBF, a média de erros de arbitragem em lances de impedimento caiu 70% nas primeiras partidas com a nova tecnologia. Os números são preliminares, mas indicam uma tendência positiva. Para os clubes, a expectativa é de que o sistema reduza as polêmicas e traga mais justiça esportiva.

Torcedores, porém, ainda precisam se adaptar. Em pesquisas nas redes sociais, muitos demonstram desconfiança, especialmente por não entenderem completamente como o sistema funciona. A CBF promete campanhas de esclarecimento nos estádios e na TV para explicar a tecnologia e suas limitações.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar