Copa Brasil de Kung-Fu reúne 850 atletas e promove inclusão social
Copa Brasil de Kung-Fu: 850 atletas e inclusão social

A Copa Brasil de Kung-Fu Sênior e Iniciante, realizada no dia 25 de outubro no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo, reuniu mais de 850 atletas de diversas idades e níveis de experiência. O evento, organizado pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC), destacou-se por sua forte vertente social, com a participação de crianças, jovens e adultos oriundos de projetos sociais apoiados pela entidade.

Primeira experiência competitiva para muitos

Para uma parcela significativa dos competidores, a Copa Brasil representou a primeira oportunidade de participar de um campeonato de grande porte. A presença de iniciantes foi um dos focos centrais da competição, permitindo que alunos que começaram recentemente no Kung-Fu — incluindo aqueles atendidos gratuitamente por projetos sociais — tivessem contato com o ambiente competitivo.

A diversidade etária também marcou o evento. Crianças, jovens e atletas seniores disputaram no mesmo espaço, enquanto familiares acompanhavam das arquibancadas, criando um clima de integração e apoio mútuo.

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Declarações do presidente da CBAMC

O presidente da CBAMC, Edilson José de Moraes, enfatizou a importância de levar novos públicos às competições como parte do trabalho desenvolvido pela entidade. “É exatamente para isso que trabalhamos. Trabalhamos para olhar as arquibancadas cheias, ver as famílias presentes e perceber a felicidade de cada atleta que entra na área de competição. Queremos que todos tenham a oportunidade de participar, independentemente da idade, da condição financeira ou do tempo de prática”, afirmou.

Segundo o dirigente, os projetos sociais têm papel crucial para que o Kung-Fu alcance pessoas que, em outras circunstâncias, poderiam ficar de fora. “Muitos atletas estão participando de uma grande competição pela primeira vez. Talvez, sem esse trabalho e sem os projetos sociais, algumas dessas pessoas nunca tivessem essa oportunidade. Quando vemos uma criança, um jovem ou um atleta mais velho competindo, percebemos que todo o esforço vale a pena. O nosso maior resultado é proporcionar acesso, inclusão e pertencimento.”

Popularização do Kung-Fu através da inclusão

A CBAMC pretende manter a aproximação entre seus campeonatos e os projetos sociais como parte da estratégia de popularização da modalidade. “Seguiremos trabalhando para que o Kung-Fu chegue a cada vez mais pessoas e para que ninguém deixe de competir por falta de oportunidade”, declarou Edilson.

A Copa Brasil foi realizada com apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, que forneceu suporte logístico e institucional para o evento. A iniciativa reforça o compromisso da confederação em ampliar o acesso ao esporte, promovendo não apenas a competição, mas também a integração social e o desenvolvimento pessoal dos atletas.

Impacto social e perspectivas futuras

Com a presença de 850 atletas, o evento demonstrou a viabilidade de aliar esporte de alto rendimento à inclusão social. A expectativa da CBAMC é expandir o modelo para outras competições, consolidando o Kung-Fu como uma ferramenta de transformação social. “Ver o sorriso no rosto de cada competidor é a nossa maior recompensa. Isso nos motiva a continuar trabalhando”, concluiu o presidente.

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